Terça-feira, Janeiro 08, 2008

Nunca dia nunca

- Nossa cara, nunca que eu vou ficar com uma mina assim, chata.
- Nunca diga nunca.
- Então por que você disse duas vezes, imbecil?

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

Festa à Fantasia

Andriy, Conrado e Marquinhos iam para uma festa a fantasia.
Andriy adorava festas desse tipo, ainda mais as que contavam com as duas palavras mágicas: Open Bar.
Exato. Um grande ritual homenageando os deuses etílicos, celebrado por uma horda de hormônios em forma de humanos.
Com essa premissa simples e convidativa, os 3 garotos saíam do ponto de encontro: a casa de Conrado.
Ao contrário dos ouros dois, Conrado não estava assim tão empolgado com a ocasião. Haveria uma gravação pornô no dia seguinte, e portanto, o álcool e o sexo (o cerne das motivações que impelem jovens a festas do tipo) estavam proibidos, já que isso poderia prejudicar o fluxo sanguíneo no seu instrumento de trabalho no dia seguinte.
Mas se isso era infelicidade para um, era felicidade para dois: Andriy e Marquinhos poderiam ir sem se preocupar em como chegar no local, nem com direção de qualquer tipo, liberando-os assim para apenas seguirem seus instintos.
Chegando lá, saindo do carro no estacionamento, as expectativas da facção masculina da festa se confirmaram: milhares e milhares de garotas fantasiadas apinhavam o local. E o melhor, estavam fantasiadas.
Para os leigos em festas universitárias à fantasia, que não entenderam o “E o melhor, estavam fantasiadas”, fica a explicação:
Enquanto para os homens dois tipos de fantasias: as engraçadas/complexas (como Sérgio Mallandro, Beakman, Zé do Caixão e personagens de filmes) e as simples (jogador de futebol, artista marcial ou go-go dancer para boladinhos).
Para as mulheres, salvo exceções, existe apenas um tipo: as lascivas. Isso mesmo. Mesmo com toda a diferença de fantasias femininas, para a maioria delas é a oportunidade de colocar roupas altamente ousadas sob o pretexto de serem simples e inocentes fantasias. Isso, obviamente, causa o delírio para os jovens, sempre preparados para desfrutar dos prazeres carnais.
Voltando a história, os jovens adentram na festa, já preparando suas melhores cantadas, xavecos e truques para seduzir as pobres diabinhas, colegiais e mulheres-gato.
Há aquele começo tenso, apenas preparando o terreno para a fumaça de cigarro, bebedeira, chão nojento e muita azaração, como diria a chamada de Malhação.
Após um rápido encontro com conhecidos e alguns drinks para nublar a voz da consciência, Andriy sai à procura da escolhida da noite.
Após desviar de algumas gordas que queriam sua essência masculina, nosso herói, aproveitando o som de um funk com letras do tipo “goza na cara”/”come o cuzinho”, se aproxima de uma garota com as qualidades mais prezadas pelos fúteis. No entanto, após chegar perto e identificar a fantasia de namorada do Jim Carrey em “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembraças” , resolve partir para outra garota menos pseudo-cult e tão gostosa quanto.
Não demorou 4 segundos, o intrépido rapaz acha o alvo e já utiliza sua melhor tática: o xaveco do War, que consiste resumidamente em perguntar o objetivo da garota em questão na balada, e após sua resposta, sacar sua carta de objetivos do War com algo do tipo “Conquistar Europa, África e um terceiro continente”. Após a garota rir e baixar a guarda, iniciar um papozinho qualquer e assim conquistá-la.
Não muito simples, mas eficiente quando bem executada. E Andriy era um mestre.
Após conquistar algumas garotas mais ou menos, mas com belas pernas, vestidas de colegial, Andriy, tendo feito seu trabalho, resolveu relaxar um pouco, rindo e contando de suas conquistas para os amigos.
Foi quando avistou seu amigo discutindo com uma gorda. Sem saber o motivo da discussão, mas já dando razão ao amigo, entrou lá, falou poucas e boas para a free willy e saiu, rindo e satisfeito.
Depois foi embora, sem Conrado, mas com a primeira conquista da noite, para um motel na Raposo Tavares, daonde foi levado pela manhã ao fim de sua notável performance sexual, onde seu pênis entorpecido pelo álcool adquiriu uma resistência digna de um corredor queniano.
Ao fim, dormiu feliz.