Quarta-feira, Setembro 26, 2007

Traumatismo Ucrâniano - Conversinha

- E você Dé? Gostaria de trabalhar com o que?

- Nada.

- Nada?

- É nada. Desde quando precisa gostar de trabalhar com algo?

- Todo mundo tem algo com o que gostaria de trabalhar.

- Eu não.

- Meu, não te entendo.

- Desde quando alguém precisa trabalhar pra ser feliz?

- Sem trabalho você fica desocupado, com cabeça vazia.

- Já sei onde você quer chegar. “Cabeça vazia é casa do diabo”, correto? Bullshit total. Primeiro, que uma cabeça de tamanho normal como a minha não fica vazia.

- Mas e dinheiro?

- Bem, você perguntou o que eu GOSTARIA de trabalhar. Não se eu queria ser rico. Quero ser rico e não trabalhar.

- Como, senhor sabichão?

- Se isso já tivesse sido inventado, a humanidade já estaria em grande encrenca, já que todos gostariam de entrar nessa bocada. E nem vem com aquele papo de trabalho deixa as pessoas felizes e tal. Fazer coisas por opção que é legal. Paris Hilton só trabalha quando quer. É que nem quando você faz natação, que é legal, mas quando se torna obrigatório, vira uma chateação. Aliás, será que existem socialites homens?

- Tomare que não.

-Tomara.

- O que?

- Tomara. Não existe “tomare”.

- Eu sei, falei tomara.

- Não falou.

- Falei.

- Não falou então. Serei então menas implicante com você.

- Ok.

- Ah meu Deus.

- O que?

- Nada. Voltando ao assunto...

- Vai responde com algo que você realmente gostaria de ser.

- Já falei, gostaria de sei lá, ficar rico e fazer facul eternamente.

- Você é muito esquisito.

- Claro que não. Só você ver o sonho básico da galera, que é ganhar na Mega Sena, viver no bem-bom o resto da vida e um monte de gostosa, ou gostoso como eu, no seu caso.

- Ok. Então, você quer pegar outra cerveja pra gente?

- Não, não quero. Mas pego em consideração a você.

- Você gosta de ser chato sempre?

- Gosto, na verdade. Bem, já volto.

Sexta-feira, Setembro 21, 2007

Vídeo mais engraçado dos últimos tempos

Esse vídeo é OLD e não espero nenhum comentário na verdade, mas vale a pena deixar registrado.



Um dia ainda farei isso.

Melvin, de férias

Melvin estava de férias.
Não, ele não trabalhava nem nada, mas ficou cansado da rotina e foi viajar.
Isso pra ele é férias.
Resolveu viajar pra praia, afinal, poderia trocar suas botas por uma das novas havaianas e não precisaria fazer suas necessidades na caixa de areia, e assim o mundo seria seu banheiro.
Mas apesar de animal, ele era educado, e assim, resolveu correu atrás das gatinhas. Se bobearem, as cachorras tão no páreo também. Afinal, a praia era longe do Rio e o cachorro do Gabriel, o Pensador estava bem longe dali.
Chegou numa gatinha por ali, que estava dando sopa. Uma dessas Vono. Sua fome era grande depois de horas e os espetinhos de camarão eram muito suspeitos.
Depois da cortesia da gatinha, resolveu recorrer a seu instinto felino de caçador e, obviamente, começou-se a caçada.
Tomou uma bota. Se fossem duas, ele até aproveitaria e aumentaria seu estoque.
Chegou em uma usando sua voz de Antonio Banderas e logo a conquistou.
Chamou-a de “minha vida”, e logo estavam em uma baladinha por aí.
Claro que gatos tem nove vidas e assim a noite foi quente.
A primeira vida não gostou muito e chamou-o de cachorro.
Foi assim que ele resolveu voltar pra casa, onde não cometiam esse tipo de engano.

Quarta-feira, Setembro 19, 2007

Traumatismo Ucrâniano - Bicicletas e a fã de Chico

1993

Um garoto chora, ensangüentado, esfolado. Não há ninguém para ajudá-lo.
Ele volta sozinho, aos prantos, para casa carregando a bicicleta quebrada nas costas

Dias de hoje

-Já te disse que odeio o Ibirapuera. Só tem grama e shows de gente que não gosto. Vamos no cinema, comer fora, sei lá.

- Não, quero um pouco de natureza, essas coisas. Faz muito tempo que não ando de bicicleta.

-É, eu também.

Lá foram eles. Andriy e sua amiga que gosta de Mutantes, pedalando e dando voltas sem um grande objetivo além de ficar com marca de camiseta no sol.
No começo, o trauma passou pela mente do jovem rapaz, mas depois de alguns metros e curvas mal-feitas (você nunca desaprende a andar de bicicleta, mas fica bem ruim depois de tanto tempo), as más lembranças desapareceram e pensamentos que envolviam água gelada e as belas pernas da fã de Seu Jorge inundaram sua mente. O tempo ia passando e a água gelada ia ganhando cada vez mais prioridade.

...

-Viu? Foi legal.

-É foi mesmo. Mas preferia ter visto Borat.

-Tsc, seu bobo.

E o beijou na bochecha.
Os pensamentos das belas pernas no shortinho de lycra voltaram por um instante fugaz, depois desapareceram novamente.

-Vamos ao cinema agora?

Depois de um tempo, algumas risadas, um lanche no Mc, uma cervejinha com amigos que estavam em um bar próximo e algumas frases que ele consideraria bem idiotas se estivesse em seu estado normal, ele conseguiu um beijo da fã de Jorge Bem Jor. Um beijo de amigo, aquela coisa idiota que só os hormônios, o instinto e a bebida podem explicar.

Sexta-feira, Setembro 14, 2007

Traumatismo Ucrâniano - Rotina

- Putz, tomara que seja apenas um acidente de conseqüências fatais qualquer e que o trânsito ande em breve.

Foi com esse pensamento que começou o dia do nosso intrépido Andriy.

Na verdade começou 30 minutos antes, quando ele acordou. Mas seguindo a regra do “Penso, logo existo”, esse foi o começo do dia, quando a primeira célula cerebral resolveu mostrar que existia.

Depois do trânsito sacal, que pelo menos contou com a presença de duas gostosinhas que nem olharam para o pobre rapaz, chegamos à conceituada instituição de ensino onde nosso garoto estuda.

Bem, como em todas as grandes histórias, vamos pular a parte chata, até porque a regra do “Penso, logo existo” ainda estava em vigor e tudo que houve nesse meio tempo foram ecos das palavras dos professores batendo nas paredes das cabecinhas dos jovens.

Antes de voltar pra casa, por que não passar no bar, correto?
Afinal, como sempre acontece em publicidade, você tem umas duas semanas de desespero e o resto do semestre de folga.

No bar, estava com seu sempre presente (às vezes até demais) amigo Conrado, outros dois amigos com apelidos terminados em “ão” e uma garota bonitinha, de cabelos pretos e peitinhos 40% à mostra (“a medida ideal”, dizia Conrado), formando um decote sensual que todos os garotos fingiam que não viam, e ela fingia que não percebia.

Como todo papo de bar, a pauta do dia tratou de assuntos como sexo, futebol, relacionamentos em geral e Chaves.

Então que, de repente, Conrado começou a contar mais umas de suas desventuras no mundo do entretenimento para adultos.

- Cara, hoje vou fazer uma filmagem tensa. Três minas, e uma é meio zuada, embora gostosa. O foda é que nesse calor vou ficar suando que nem uma lhama no Saara, porque temos várias tomadas externas.

- Pelo menos você vai sentir uma brisa né? Hoje vou sair com a Raíssa (uma pervinha cuja história não vale a pena mencionar), não tenho grana pra um motel com ar-condicionado, ou seja, meu lençol vai ficar tão manchado de suor que vai parecer o Santo Sudário.

Todas riram. Em geral, sempre acontecia com o Schev (apelido que uns veteranos deram no trote, quando souberam de sua ascendência) esse tipo de coisa. Ele falava uma coisa que ele achava normal, e as pessoas riam.

De volta pra casa, uma soneca de tarde, um banho, comidinha da mamãe (panqueca de queijo, eba!), comidinha da Raíssa (onde suas previsões de suor se concretizaram), um soninho e pronto.

Começou a quarta-feira.

Quarta-feira, Setembro 12, 2007

Um pequeno ode ao Ronaldinho

Ronaldinho, contra os safados do mexicanos, mostrou que é que manda.
Comandou uma bela vitória por 3 a 1 (podendo, na minha opinião, ter sido mais), e mostrou ao mundo que ainda tem fôlego e, principalmente, muito futebol para reclamar o trono de melhor do mundo.
Provavelmente não o suficiente pra ganhar a eleição que coroará, com todos os méritos, Kaká.
Mas chega como forte candidato a todos os títulos vindouros.

Porque Kaká joga bola. Muita, muita bola mesmo.
Mas nos dias de hoje, só o Ronaldinho faz mágica em campo.

Que fique claro que também quero ver quando o Fenômeno vai voltar (porque nem mesmo a ranhetice da CBF com ele vai impedí-lo quando ele voltar de sua contusão e arrepiar no Campeonato Italiano).

Aí sim, voltaremos, como voltamos a ter hoje, um Brasil que joga, ganha, encanta e deixa os adversários com aquela freada de bicicleta na cueca.

PS: Calma gente, a série Traumatismo Ucraniano não rolou de voltar hoje, mas voltará.

Terça-feira, Setembro 11, 2007

Traumatismo Ucraniano - Prefácio

Andriy Kalashnikov, também conhecido como Dé (resultado de um “aportuguesamento” de seu nome para André pelos seus amigos novos e pelas professoras ignorantes), será o protagonista dessa série de contos que lançarei pelas próximas semanas.

Serão alguns contos descrevendo situações do cotidiano desse descendente de ucranianos no Brasil. Essas situações serão um misto de situações vividas por mim, por meus amigos, histórias por aí e coisas criadas pela mente ociosa desse ainda desempregado autor.

Resolvi fazer essa série de contos por se tratar de textos não muito compridos, do jeito que eu gosto, e um modo um pouco diferente de tratar dos assuntos que sempre trato, ou seja, o bando de merda que acontece no dia-a-dia que pode se tornar divertida quando vista de um ponto de vista diferente.

Bem, sobre o personagem, vou dar algumas informações para vocês não ficarem viajando na maionese sobre seus amigos, seus gostos e outras coisas. Claro que algumas informações só virão posteriormente, à medida que forem necessárias (leia “inventadas”) para a história.

Andriy é um garoto de 19 anos, cursando o 1° ano de Publicidade e Propaganda no Mackenzie. Seus pais são ucranianos (assim como praticamente toda sua família), e seus sobre nome, igual ao do criador da famosa arma AK-47, lhe rende boas piadas com desconhecidos, que em geral acreditam no parentesco.

Sempre foi um aluno de notas médias, com muitos amigos e muitas piadas, bastante conhecido pela sua visão bastante peculiar do mundo a sua volta.

Seu melhor amigo e companheiro de aventuras pela selva de pedra que é São Paulo, é Conrado, amigo de infância que está na mesma classe da faculdade, e acabou de arranjar um emprego de ator pornô. Claro que ninguém de sua família sabe disso, mas Dé já se acostumou com isso. Mas nunca viu um filme dele, que fique claro.

Nosso protagonista gosta de futebol cerveja e mulher, assim como a grande maioria daqueles na sua idade. Histórias envolvendo alguns desses fatores, ou todos eles, serão comuns.

Bem, vou parar com a lenga-lenga, já que as histórias são o que interessa.
Esperem amanha (quarta) por um dos inúmeros contos que espero escrever aqui.

Domingo, Setembro 02, 2007

Charada pra galera

Pokémon = Pocket Monsters.

Digimon = Digital Monsters.

Kumon = ???


PS: Valeu Pedé.