Sexta-feira, Julho 13, 2007

Gostaria de parabenizar esse grupo de atores...

Bem, depois (ou antes, já que o sentido do blog é de cima para baixo) de um texto chato daqueles, típico de quem não sabe o que está falando, vou falar de algo que tenho alguma propriedade: Viagens!!!

Quero deixar claro que esse texto não deve ser usado como avaliação para empregos, pois será um amontoado de piadas internas, um pouco de “querido diário” e um retrato fiel da juventude juvenil. Além de um possível “queima-filme”.

Bem, para variar, fomos viajar.

Para variar, fomos para Guaratuba.

Para variar, foi bem legal.

Bem, viagens são sempre legais.

Ainda mais com o pessoal.

Um porto-seguro para a vida de jovens que estão entrando na vida adulta, um local para fugir das responsabilidades, da frieza e crueldade do mundo exterior.

Chegamos tarde, graças à maldita greve na USP e um bando de garotas protestantes e escrotas.

A casa já estava divertida, embora alguns membros já tivessem sido abatidos pela poderosa união de álcool e sono.

De resto, os dias seguiram normais, com apenas um novo integrante, vindo diretamente del Ciudad del México: El Manji. Um cara que assim como nós aprecia as coisas simples da vida: Bebida, amigos, jogos de Snes, truco e praia. Essa convergência de gostos e estilos de vida fez com que a língua espanhola fosse mais facilmente assimilada por nós. Seu interesse por minhas danças sensuais (que são bastante sensuais mesmo, é só perguntar para minha namorada) me preocupou de início, mas sua assumida heterossexualidade me confortou.

De resto, o pessoal de sempre, fazendo as coisas de sempre.

Até conhecemos outras pessoas, como a vizinha que pelo visto era legal, mas que conquistou minha antipatia com sua atitude de desligar o jogo que eu estava tentando zerar com o Tobias. Isso resultou um ódio profundo por aquela gorda escrota, que fica fazendo gordisse e atrapalhando o andamento dos jogos que exigem sedentarismo e uma boa cerveja ao lado. Também havia a vizinha estrangeira e um outro cara, mas não conversei com eles.

Também conheci pessoas em um luau que invadi, e meu estado fez com que eu ficasse enchendo o saco de todos ali presentes, embora nem tanto. Só muitas piadas e um pouco de falta de educação. Saí de lá ao ouvir uma piada que era para ser engraçada pra cacete, mas como logo percebi que era uma grande versão de algum stand-up comedian brasileiro, utilizando piadaso conversei com eles.ira e um outro cara, mas nem no "dade e graç j logo percebi que era uma grande versi presentes, emboradesl que eu já tinha ouvido. Fiquei irritado com a falta de criatividade e graça e saí sem dar satisfações.

Deixando isso de lado, tivemos ótimas expressões como golpes de jogos, novas danças, novas atitudes.

Bem, vou assitir Scrubs agora. Se quiserem, entrem no “Por Aí Mesmo”, que está nos meus links.

PS: Pelo visto não será esse ano que haverá um post sobre a famigerada e cheia de rimas "Festa do Biscoito".

Não se masturbem!!!

Sendo absolutamente sincero, não estou com vontade de escrever agora. Mas um combo de falta de sono, espera para clientes não-premium no Megaupload e filmes/programas capengas na televisão, resolvi escrever para passar o tempo.

Como assunto, algo que me irritou durante meu pensamento vespertino cagal (do verbo cagar).

Estava em um fórum de internet. Um bem bacana.

Um dito cujo me aparece com um tópico contendo um texto que pode ser resumido assim:

Web 2.0 + Ignorância da massa populacional + Inclusão Digital = Aterro Digital.

Um texto bacana, em minha opinião, mostrando como os fatores acima ajudaram a transformar grande parte da internet em uma grande e chata, cheio de machões virtuais ou pseudo-intelectuais que tomam café na frente do Masp.

Afinal de contas, o texto, apesar de ter seus momentos “passado era melhor”, coisa que eu odeio, era bacana.

Aí vem um escroto falando que escrevia melhor, destruindo o texto para inflar seu ego.

O cidadão até que escreve bem, faz ótimo uso das palavras e usa expressões bacanas.

Mas vendo textos desse infeliz, vi exatamente o que faltava a ele.

Não era talento, e pelo visto, nem prática e trabalho.

Aquilo que fez o texto do cara, que não tinha tantos recursos lingüísticos, ser muito mais legal que o do chatão metido a candidato a Academia de Letras.

Eram idéias.

Criar um tema bacana não é assim tão difícil. Desenvolver é.

E como desenvolver, é a chave da questão.

Alguns como esse cara, não conseguem tornar as coisas interessantes, nem desenvolver uma narrativa que torne agradável e acessível à maioria.

Afinal, qualquer um pode ficar fazendo masturbação literária, mas poucos conseguem tornar isso algo que as pessoas queiram ler.

Criar poesias soltando frases visuais legais, porém desconexas e sem sentido, qualquer pessoa mais estudada consegue.

Ex: “Gotas do orvalho caem,

Gotas de sangue pingam pelas pequenas ranhuras em minha derme

Um pouco de pus cai de minha unha

Dragões, de infinitas cores e tamanhos, com dentes como punhais, pairam na noite azulada

Estou com gases,

Vejo na Tv algo que não quero ver, mas que a sociedade me obriga

E choro, assim como as gotas do orvalho caem.”

Viram que merda?

Por isso, a todos que desejam criar histórias legais. É isso que torna Loucademia de Polícia mais legal que filmes iranianos introspectivos sobre a história e trajetória de uma pena que caiu da asa esquerda de um pato cego.

Assim, vou pedir, assim como os religiosos, só isso:

Parem com a masturbação!!!

Ou queimarão no mármore do inferno.

Nos espinhos infinitos sob o pôr-do-sol de cobre.

No leito de morte de minha avó.

Dentro um delírio primaveril de uma criança da APAE.

(Só pra reiterar com isso é chato)

Quinta-feira, Julho 05, 2007

No mundo das entrevistas de emprego

Hoje fui em uma entrevista de emprego.

“PQP, CARALHO, COMO ISSO FOI ACONTECER!?”, você, que provavelmente me conhece a algum tempo, deve estar se perguntando.

Afinal, não é sempre que um boa-vida como eu vai à labuta. Mas o mundo é cruel com aqueles que se nutrem de diversão e dinheiro dos pais. Então, o cara que você pensava "queria ter a vida desse cara, só que sem ser ele, já que ele é tosco" sai em busca de um emprego.

Não que tenha sido o caso, mas entrevistas de emprego são uma das piores situações possíveis, perdendo apenas para sujeira infinita quando vamos ao banheiro, cagar depois do banho, unha encravada e espinha no canto da boca.

Você sabe que você é apenas um entre N pessoas. Mesmo que você tenha passado por um milhão de processos, você chega em um lugar que nenhum conhecimento da faculdade, nenhuma atualidade, nenhum jargão específico tem utilidade.

É só você, contando com o mais traiçoeiro dos amigos: o cérebro.

Sim, aquela cinzenta e provavelmente fedida que faz você ter brancos em apresentações, que faz você esquecer o aniversário de namoro e faz você chamar pessoas pelo nome errado.

Bem, lá está você e o entrevistador. Ele em geral parece ser bacana, faz você pensar que está indo bem. Mas na verdade, está te analisando feito um scanner. Observa se seus sapatos combinam com sua camisa, se você esqueceu de barbear um pedaço, se você fala muito “tipo”, toda e qualquer característica visível que possa te prejudicar ou beneficiar.

Você, pelo contrário, não sabe o que responder para cada pergunta. Fica em dúvida se deve fazer piadinhas, quão formal deve ser, fica com medo de falar nomes errados das personalidades do mundo, essas coisas.

Tenta se diferenciar em algo, sendo que eles querem pessoas iguais. E fica lá, suando, com vontade de peidar, respondendo perguntas sobre as quais não faz idéia das respostas.

Aí quem sabe, consegue o emprego.

...

Falando em empregos, e os currículos?

Escrever quem é você em uma página de papel A4 é complicado.

Novamente, não sabemos onde colocar o que, e temos medo de seguir fórmulas pré-programadas, para não sermos iguais.

Isso leva pessoas a fazerem merdas sem tamanho, que no final, podem dar certo, ou não.

No fim, o conselho que posso dar é: seja igual, mas seja diferente. Seja você mesmo, mas não muito. E o sucesso vier, a não ser que você seja um escroto, chato, bobo e feio.