Quinta-feira, Maio 24, 2007

Até o Dida sorriu

Hoje, depois de assistir mais uma partida de alto nível de futebol (o que me deixa triste ao ver nosso futebol em frangalhos), o Milan foi campeão.
Um belíssimo espetáculo, dentro e fora do campo, com uma belissíma torcida de ambas as partes.
E Kaká já é o melhor do mundo, de longe.
Nada desse mané do C. Ronaldo.

Parabéns ao Milan, time que tinha minha simpatia, mas conquistou meu coração depois de trazer o até então desacreditado Ronaldo, meu grande ídolo do futebol (que infelizmente não pode jogar).
E foi engraçado ver o Dida rindo. Apenas por um segundo, no fundo da tela.
Acho que tem algum esquema do marketing pessoal dele com as redes de TV, que só mostram ele com aquela cara fechada, séria. Mas o cara é foda.

É triste ver o futebol estrangeiro levando nossos jogadores.
Acho que hoje esse é nosso maior produto de exportação: os futebolistas.
Agora não só pros grandes times. Qualquer time só é considerado um time com um brasileiro, por mais perna de pau que seja, no time.


Mas vamos ver agora o meu Todo-Poderoso Timão no Campeonato Brasileiro, e ver o que rola.
Afinal, ganhar o Brasileiro hoje é ganhar a Liga dos Campeões, o Campeonato Espanhol, a Serie A, e todos os campeonatos importantes do ano que vem, já que todos estarão lá mesmo.

Sexta-feira, Maio 18, 2007

A época de ouro

Todo mundo fala que gostaria de voltar a infância, uma época mágica e divertida, uma fase de liberdade e sem problemas.
Façam-me o favor.
Típico exemplo de nostalgia: o passado, só por não poder mais ser alcançado, era muito melhor.
Todo mundo esquece dos problemas e restrições de quando você é criança.
Esquecem de quando você era obrigado pelo seus pais a brincar com filhos dos amigos deles. Esquecem de quando você tinha autoridade e liberdade zero em relação a como se vestir e afins, exceto em relação a fantasias (embora por vezes você fosse obrigado a vestir algumas que você odiasse).
Esquecem que você não escolhia o que comer, o que beber, que horas durmir, que atividades extra-curriculares fazer.
Esquecem que éramos obrigados a participar sempre daquelas atividades e showzinhos odiosos de fim de ano para os pais.
Que tínhamos sempre que fazer presentes medíocres para o dia das mães na escola.
Que não escolhíamos nunca para onde ir, quando ir, nem nada.
Ignorância, alienação.
Nada disso é legal.
Claro que tinha algumas vantagens, como pode usar fantasias, fazer merda e levar menos bronca, não precisar limpar a própria bunda, nem amarrar os cadarços, nem cortar o bife.
Não ter problemas com dinheiro e afins.
Mas sinceramente, não basta pra mim.
Talvez bastasse na época. Mas hoje não.
Se eu pudesse, pararia no tempo mais ou menos agora. Independência parcial, porém divertida.

Sei lá, não parece tão legal ser criança, sendo adulto.
Ou quase

Quinta-feira, Maio 17, 2007

Miojo - Com água, por favor

Me recuso a imaginar o tipo de pessoa que prefere miojo “sem água”, ou seja, aquela massa amorfa seca com gosto de tempero.

Aposto que pessoas com esse tipo de preferência são aqueles que também pedem x-burguer pão/carne/queijo, daquela que precisa do dobro da quantidade de saliva para simplesmente não grudar no céu da boca.

Por favor. Miojo deve ser algo a descer suave pela garganta, não um chiclete sabor galinha caipira.

Se não precisasse de água, não estaria nas instruções.

Sem me prolongar muito nesse assunto para não xingar e ter minha coluna banida, por favor, espero que quem tem essa idéia de girico de comer miojo sem água morra com a argamassa que criou entalada.

Abraço e obrigado a todos.



Se quiser ver o outro lado da moeda, entre no www.passevergonha.blogspot.com

Quarta-feira, Maio 09, 2007

Pedro - A Sitcom

Vendo Seinfeld, naqueles episódios em que ele está trabalhando numa série baseada na vida dele da série (metalinguagem total, caso tenha ficado confuso), resolvi fazer minha série.
Na verdade, essa idéia não é de hoje, e sim de uma das seções varanda na qual Zani e eu ficamos horas discutindo como seria nossa série. É como uma hipérbole das nossas próprias vidas. Mas ao ver o episódio de hoje, me inspirei a escrever aqui sobre ela e quem sabe, ter novas idéias durante o processo de redação aqui.

Bem, na verdade, os principais personagens são dois, Zani e Pedro.
E seriam interpretados por: Zani e Pedro, é claro. Afinal, por que não somar o salário de roteirista ao de ator principal?

São dois garotos de classe média alta, bem-humorados, de bem com a vida. Bastante amigos também, e moram bem perto.
Um fator de estranheza é que as pessoas os consideram iguais. Gêmeos. E eles na verdade, não têm praticamente nada de parecido. Mas uma parte da vida dele é serem confundidos por todos, exceto seus mais leais amigos (senão ficaria chato demais).

Assim, vou fazer um sumário sobre cada um dos principais personagens e suas histórias de vida, para dar uma noção melhor de como seria a série:

- Pedro: Irônico, sarrista, vagal, bebedor de cerveja, sempre com comentários. Sim, uma versão ficcional de mim mesmo. Mora sozinho em um apartamento que é o "point do pessoal" e se sustenta com um emprego incrível que ninguém sabe qual é, mas sempre o encontram desocupado e com tempo livre. Namora Ju, uma garota tímida e sossegada que tem uma certa fixação por violência, faz tempo. Faz faculdade a noite.

- Zani: Estudante e fanfarrão, também grande apreciador de cerveja. Mora com os pais na mesma rua que Pedro, sendo grande frequentador de seu apartamento. Sempre se veste de preto e ouve vertentes de Metal mais pesadas, além de marchinhas de carnaval. Não namora e tá pouco se lixando para isso.

- Rá: O fortão, gostosão, pegador do grupo. Mas irônicamente, não se acha tão forte assim (e na verdade não é, embora todos falem que sim). É timido e sossegado, porém com uma segunda personalidade mais solta e xavequeira. Estranhamente, sempre porta um chapéuzinho de Reggae com rastafaris durante as manifestações de sua segunda personalidade.

- Pedé: Estuda na classe de Zani, e está sempre em sua eterna busca por mulheres. Tem o talento de estragar qualquer relacionamente em que se meta, sempre de maneira engraçada (menos para ele). Por vezes faz cagadas que são o tema principal de um episódio.

- Tobias: Na verdade, chama-se Ricardo. É um excêntrico. Sempre fazendo coisas em horários menos esperados. Sempre ouve música eletrônica. Conhecido por seu pavio-curto, principalmente no futebol.

O grande diferencial é a quantidade de coadjuvantes, que se revezam durante os episódios.
Diego, o do contra; Mena, o cara mais sossegado do mundo; Guizão, o melhor amigo da segunda personalidade de Rá; Drizão, o primo mais novo de Rá, Morto, um cara que não está nem aí para as mulheres, e mesmo assim elas correm atrás; Sushi, um japonês gordo e barbudo com cara de mau que tem uma risada muito engraçada; os pais de Pedro, sempre implicando com o cabelo dele, entre muitos outros. Alguns serão quase fixos, enquanto alguns aparecerão mais raramente.

A série acontece em São Paulo, em geral durante os fins de semana. Mostra o esforço desse grupo de fazer atividades legais e diferentes durante o fim de semana, graças a uma idéia/promessa/pacto feito entre eles.
É uma série não totalmente politicamente correta, já que o palavrão é bastante usado, embora de maneira mais cômica do que para ofensas.
Na verdade, um retrato mais pessoal da juventude, abordando temas da sociedade como drogas, violência e amadurecimento, sempre com humor.
O uso de referências de cultura pop, como cinema, quadrinhos, séries de Tv e outras coisas do gênero será frequente na série.
Expressões "internas", ou seja gírias entre eles, serão criadas de vez em quando, usadas exaustivamente, e trocadas por outras.

Bem, qualquer semelhança com a realidade é veradeira, afinal, me inspirei na realidade, ora essas.

Tenho até o nome de alguns episódios: "Vampirinho", "Salada nem pensar", "Que nem um bebezinho", "Montinho", "Nunca mais vou beber" , "Copo de leite com Nescau" e "Susto da Porra".

Bem, se você é um figurão, ou alguém influente na Tv e gostou, indique e me avise.
Estou precisando de um emprego desses.

Segunda-feira, Maio 07, 2007

Cachoeira

Em algum lugar do mundo, entre o Acre e a Terra do Nunca, havia uma cachoeira que fluia ao contrário.
Não por magia, nem por deuses, nem por causa do Shiryu.
Por que sim.

Na verdade, não trazia muitas vantagens.
Mas fazer rafting nela era uma sensação única.

Os peixes e sereias adoravam ela, por lhes dar a sensação de que podiam voar.

Mas um dia um homem mau, de terno preto e olhar implacável, chegou com um mandato proibindo a cachoeira de fluir pra cima.

Pessoas chiaram, e os seres sairam em passeata. Grande parte só pela diversão e bagunça, mas haviam aqueles que realmente queriam protestar.

Mas o homem era apoiado na lei. Na lei da gravidade.
A natureza então, perdeu parte de sua beleza, e a água desceu.

A natureza sempre perde em questão de leis para os homens.
Afinal, temos adEvogados.

E assim a natureza criou a lei do mais forte, e nisso lutou.
Mas agora está perdendo, e fica pedindo arrego.

No fim, aquilo que é do homem, nem bicho, nem planta, nem tsunami come.
Mas a natureza é sábia, então logo ela vem com algo novo.

O homem que se cuide...

PC (não o Farias)> Mac

Não entendo esse fuzuê todo em cima dos computadores da Mac. Na verdade, até entendo, mas sinceramente, pra mim não passa de hype.

Sim, hype. Falar da superioridade de uma marca de computadores que a imensa maioria não usa nem sabe usar é no mínimo, uma idiotisse.

Como estamos na época do “diferente = bom”, todo mundo fala que o Mac é isso, que é aquilo. E eu digo que não é nada disso, daquilo ou daquela porcaria ali.

Sem um PC e seu sistema Windows, esse sim um computador de verdade, simplesmente não haveria essa popularização da informática. A maldita inclusão digital, aquela que faz você receber e-mails do seu chefe cujo conteúdo você viu faz uns 4 anos atrás.

Os entendedores de computadores, aqueles fodões mesmo, não aqueles que como eu, sabem instalar um computador ou localizar uma pasta ou ainda deletar um arquivo com vírus, mas sim aqueles que programam, e fazem essas coisas da qual não faço a mínima, falam que o Mac é melhor, que tem mais possibilidades de programação, que faz o que você quiser, não pega vírus (sendo que esse aspecto em especial é simplesmente porque ninguém vai querer fazer um vírus que não atinja ninguém, já que ninguém tem Mac, e que tem, manja, bla bla bla bla bla bla bla.

Bem, os defensores do Mac esquecem que a imensa maioria não quer saber disso. Quer falar com os amigos no Messenger, baixar séries piratas, ver vídeos no youtube para mandar pelos amigos pelo orkut, fazer o trabalho no Word, entre outras coisas inúteis. Querem, portanto, um computador que possibilite esse tipo de coisas perfeitamente, não algo complicado.

Eu poderia ficar falando por horas e horas sobre isso, mas como eu e você temos mais o que fazer do que entrar numa discussão já ganha.

No fim, o PC pode não ser tão complexo, bonito ou leve (sim, PCs são pesados e tem a torre pra carregar também) como o Mac, mas é simples. E é disso que o pessoal precisa. Acesso simples, para todos. Isso, o PC traz pra você. E por um precinho muito mais camarada.

Se você prefere o Mac, entre também no http://www.passevergonha.blogspot.com (que está nos links ao lado). Mas só depois de deixar seu comentário.

Mario x Sonic

Antes de tudo, já começa pelo nome: Mario. Por acaso você já ouviu a piada “Você conhece o Sonic? – Que Sonic?”. Aposto que não.

Armário e banco imobiliário a parte, vamos aos pontos positivos do Mario, dessa vez, sem denegrir o pobre porco espinho/ouriço.

Primeiramente, Mario é gente como a gente. Gordinho, trabalhador, bigodinho. Uma pessoa comum. Uma pessoa comum que é um herói e esportista. E não reclamava quando a gente deixava o personagem parado para pegar um salgadinho, ao contrário do Sonic que ficava reclamando que nem uma esposa de propaganda.

Que exemplo, não?!

Mario mostra o herói em cada um de nós. Mostra que não é preciso ser forte ou ter habilidades especiais para fazer coisas fantásticas. Mostra que não é preciso estar em forma para praticar esportes. Mostra que é possível ser um plebeu encanador e ficar com a princesa. Mostra como é ter uma amizade saudável com seu irmão.

Sim, ele é um exemplo. Um gordinho com uma admirável habilidade de pular que muda o mundo e encanta crianças. Que passou desde a geração do 0 bits pra geração 1 bilhão sem perder fãs, pelo contrário, só cativando cada vez mais pessoas.

Mario também mostra o valor de um trocado, uma moeda. Após anos coletando elas durante as fases, somado ao trabalho honesto, tornou-se bilionário (é sério, saiu na Forbes, pode procurar que garanto). E mesmo assim não abandonou seus amigos.

Fora que os jogos são muito mais variados e sempre superiores. Afinal, Sonic só girava e ia pra frente e pulava nos inimigos e pronto.

Seu já citado carisma também merece ser notado em relação a outros personagens. Enquanto Sonic ficava no seu mundinho com seus amiguinhos (sendo que com vários deles ele se mantém meio distante e com aquela cara de rebelde sem causa), Mario estava lá, se enturmando, aumentando seu círculo de amizades, participando de tretinhas amistosas pelo menos. Mario é uma lição de convívio social também.

Mario tinha que pegar chaves, voltar em fazer, pegar coisas pra voar, achar coisas escondidas e lutar com inimigos muito mais ameaçadores do que um clone do meu ex-professor de matemática.

Sonic que me perdoe, mas Mario é Mario até atrás do armário (sim, fui infame e o trocadilho foi péssimo).



Se você prefere o Sonic, entre também no http://www.passevergonha.blogspot.com (que está nos links ao lado). Mas só depois de deixar seu comentário.
Ou pra ver só discussões desse naipe, entre em http://ounao.wordpress.com, com direito a um vídeo meu!!!