Quarta-feira, Abril 25, 2007

Psiu!

Ainda falando sobre Tv Aberta, gostaria de falar sobre a nossa tão adorada Rede Globo.
Sobre as famosas novelas de qualidade internacional.
Sobre as atuações daquelas estrelas globais.

Por que raios vocês precisam gritar?
Ninguém fala naquele volume.
Até o choro deles dá pra ouvir de outro apartamento sem usar o Sonic 2000 do 1406.

Com tanto barulho, como furadeiras, obras, gritos do chefe, som do carro, vizinho escutando Roberto Carlos (como o meu), buzinas de motoqueiros e afins, por favor, nossos tímpanos pedem uma folguinha naquela hora de sentar, jantar e ver novela.

Humor

Sinceramente, não sei qual a dificuldade de fazer humor.
Não querendo me achar o senhor engraçadão, mas arrancar pelo menos um sorriso não é muito difícil, excluindo o Pedro de Lara da lista. Afinal, as pessoas querem rir. Só é preciso um empurrãozinho.

Para os aspirantes a Ari Toledo, saibam que humor é, como já dito, antes de tudo algo simples.
Surpreenda as pessoas. O humor está em falar ou fazer coisas que as pessoas não esperam.

Ponto.

Não entendo o porque da Tv Aberta continuar achando que o povo é burro. Que não entende a piada. Que mulher gostosa e nego falando que quer comer é engraçado. Que cara se fingir de viado vai ser SEMPRE engraçado.
Assim, temos os deprimentes programas do Zorra Total, Turma do Didi, A Praça é Nossa (tirando o Zé Bonitinho), e uns outros.
Se é pra ser engraçado, que chutem a boca do balão. Falar que tem humor crítico porque fala em todo programa que político é ladrão é fácil. Difícil é esfregar na cara deles, sem entregar nomes, e dizer "se a carapuça serviu...".

Adoro pessoas que fazem o chamado stand up comedy. Caso você não saiba, temos muitos bons artistas desse estilo no Brasil.
O grande popularizador do estilo foi o Seinfeld, aquele da série, que mostrou o quanto nosso cotidiano pode ser engraçado, sem ser apelativo.

Na verdade, esse texto serve pra mostrar minha indignação com propagandas de programas do gênero, que vejo na hora no almoço assistindo a série do Will Smith, com piadas que me irritam profundamente de tão sem graça.
Faço um apelo a qualquer diretor dos canais de Tv Aberta que se forem pra continuar assim, me dêem um programa. Garanto mais graça, e cachês menores.

E mostro que até fazer barulho de peido pelo sovaco é mais engraçado do que uma mulher falando que marido bom é marido rico.

Quinta-feira, Abril 19, 2007

A escolha de uma vida

Às vezes temos que escolher entre um e outro caminho.
Nesse caso, era entre um, outro e mais um.
3 caminhos pra escolher.
O garoto ficou em dúvida.
1, 2 ou 3?
Glória, aclamação, ou o fiasco?

"2", ele disse com firmeza.

Tensão.

Então, entre essas portas, ele abre a que selaria seu futuro.

E se assusta.

Não porque cairá nas drogas, terá uma carreira infeliz nos negócios, ou viverá uma vida infeliz.
Mas sim porque um puto vestido de macaco, saiu pulando como se tivesse pimenta no cu.

E o garoto não ganhou nenhum videogame radical, nem a bicicleta maneira.
Na sua vida só ficará a fita gravada do programa do Mallandro.

Mas isso basta...

Bóris, o Rato Dançarino

Havia além de Melvin, o Bóris, um rato dançarino.
Porém, Bóris, apesar de dançarino, ainda era um rato.
E Melvin, apesar de falar, era um gato.
E Bóris morreu.

PS: Não, não haverá a saga de Valadão, o cachorro piadista, nem de qualquer animal da saga da velha a fiar.

Quarta-feira, Abril 18, 2007

Melvin - O Gato Falante

Era uma vez um gato falante.
Como ele conseguia falar, ninguém sabia. Ninguém sabia, porque ninguém acreditava. Ninguém acreditava, porque gatos não falam, oras.
Ele não falava apenas, mas era inteligente. Não como um humano, afinal, isso seria menosprezar demais o pobre Melvin.
Melvin. Sim, esse era o nome dele.
Já que não tinha dono, ele mesmo escolheu seu nome. Um privilégio para poucos, ele costumava dizer.
Como todos os seres inteligentes, queria se divertir.
Se divertia, obviamente, com humanos.
Humanos, tão superiores em seu pedestal, não sabem lidar com qualquer coisa que não ensinem na escola, na faculdade, no trabalho, na família, ou no Google.
Assim, ele assustava a galera. Poucas coisas no mundo são tão engraçadas quanto um bom susto.
Ele foi seguindo sua vida, ou melhor, suas 7 vidas.
Um dia um cara passou, e ele logou quis assustar o cidadão. Mas ele não se assustou, o que assustou o gato falante, Melvin.
O cidadão, chamado Oscar, não olhou com medo pro gato. Olhou com cobiça. Afinal, ele era humano, não gato falante.
Ele, que já tinha visto Shrek, viu o possível sucesso do animal falante.
O Gato Falante, com maíusculas. Não Melvin.
Mas o gato, que já nasceu de bigode, fugiu do futuro empresário e resolveu seguir carreira solo.
Não conseguiu nada, porque nos humanos ou havia cobiça, ou havia medo.
Assim, não ganhou dinheiro, mas aprendeu uma música.
E cantou pelo resto da vida.
"Nós gatos já nascemos pobres. Porém, já nascemos livres."
E foi cantando, afinal, quem canta os males espanta.

Terça-feira, Abril 17, 2007

Os neo-nerds

Foi-se o tempo em que todos queríamos ser pops.
Afinal, ser pop, hoje, é ser uma bosta. É ser rotulado por todos os não-pops como seguidor do estereótipo de alguém com a personalidade fabricada por crianças asiáticas e vendida aos imbecis jovens ianques.
Hoje a moda é ser alternativo. E se auto-proclamar aquilo que os pops achavam ser o pior tipo de pessoa: os nerds.
Antes, o que é um nerd?
Nerd é aquele cara que gosta de fazer coisas que fogem aos gostos do mainstream. Uma pessoa com gostos diferentes da maioria. Não apenas gostam, mas em geral se dedicam a isso de forma a saberem muitas coisas sobre isso, sendo assim grandes oráculos de informação sobre esse determinado assunto.
Os assuntos em geral se referem a livros, quadrinhos, computador (principalmente antes de sua popularização), cinema, séries de Tv, jogos de RPG, estilos mais alternativos de música, entre outras coisas.
Por conta de sua maior dedicação a esses assuntos, essas pessoas têm menos tempos para o convívio social "da galera", quase sempre colocando de lado uma balada, churrascos, festas em geral e para ler, ver um filme, esse tipo de coisa.
Isso até pouco tempo atrás.
Recentemente, as pessoas descobriram como unir o interesse por assuntos alternativos, com uma vida social aceitável e feliz.
Assim surgiram os neo-nerds.
O surgimento deles imagino que tenha vindo de alguns nerds que, apesar de serem nerds, sabiam ser sociáveis, ao contrário da maioria.
Ao ver isso, membros do segmento pop e do segmento nerd ficaram impressionados.
Os pops impressionados em como os assuntos eram interessantes, e os nerds em como ele conseguia conversar com mulheres sem gaguejar e ter uns 200 amigos no orkut.
Assim, alguns mais empolgados de ambas as partes se uniram para fundar o movimento neo-nerd, que vem arrebanhando legiões de fãs, seja com pops saindo do armário para seu gosto nerd, seja com nerds que vêem que é legal beber cerveja no bar com a galera.
Assim, temos a quantidade espantosa dessas pessoas por aí.
No entanto, membros "puros" dos pops e dos nerds, que hoje são minoria, são desprezados pelos neo-nerds, afinal, hoje em dia tem que ter forma E conteúdo.
Caso você seja um pop, pegue uns quadrinhos, pare de zuar quem gosta de senhor do anéis e star wars, entre em sites de entretenimento e seja feliz. E pare com suas fotos tiradas por você mesmo em ângulos que tem deixem fortão.
Se for nerd, favor beber cerveja, tirar com a cara de alguém, jogar algum esporte (mesmo sendo uma bosta), e pegar umas minas.
O mundo com certeza estará de braços abertos para vocês, sobrando apenas os emos como grupo excluído (algo necessário, já que um grupo só ser forma à partir da exclusão de um outro).

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Terça-feira, Abril 03, 2007

Milésimo Gol

Sim, a mídia toda está falando disso. Por que esse humilde blog seria diferente?

O Botafogo escapou de tomar o milésimo gol.
Isso fez a torcida lembrar de um antigo ídolo, caído no esquecimento e enterrado nas areias do tempo. Alguém que não tomou o milésimo gol, mas tomou aquele que valeu como 1000.
Balthazar.

Como uma imagem vale mais que mil palavras (exceto para redatores), esse documentário será mais claro e interessante.



Abraços, e até logo.

Dia 1° de Abril

Sim, eu sei que já passou esse dia.
Mas não pode faltar minha homenagem ao dia que considero mais especial do ano, fora meu aniversário. Especial em relação a mensagem passada, não ao dia em si, até porque não é feriado, logo, é um dia comum.
Mas gosto mesmo assim. Um dia em que mentir é liberado, ou melhor, estimulado.
Mas não mentira ruins, engodos para abusar da boa-fé das pessoas e assim levar vantagem. Mentiras inofensivas, tolas, divertidas.
As mesmas mentiras que trazem graça para uma pegadinha do mallandro.
A mesma mentira que faz as galeras em jogos universitários falarem que o Faustão ou Maluf morreu.
A mesma mentira que traria o Artilheiro do Amor pro Timão.
Coisas que tornam a vida mais divertida.
Sou sempre a favor dessas mentirinhas, enganar a pessoa para pouco depois dizer, com uma risada: "Primeiro de Abril!!!!!!".
Beijos e boa Páscoa a todos.