Segunda-feira, Março 26, 2007

Van Damme só para maiores

Ontem estava eu, na volta de um belo futebol, na minha cama, naquele tempo entre chegar em casa cansado e pensando em dormir e dormir.
Liguei minha Tv e coloquei no canal 5 (18 para aqueles abençoados com a Tv à Cabo). Como meu controle remoto está quebrado, e apenas a primeira fileira de botões funciona (o botão de diminuir o volume, o 1, o 4 e o 7, além de botões que a gente nunca usa, como o “Stereo”, “Display” e coisas assim), resolvi deixar e não iniciar qualquer manifestação do efeito zapping.
Começou mais uma pérola do mundo das artes marciais televisivas, o Kickboxer, O Desafio do Dragão, ou algo do gênero.
Lá, o irmão do Van Damme é um campeão de kickboxing, de bigode e nada a ver com o Van, que vai até a Tailândia lutar com o campeão local. Ele vai lá, todo confiante, e luta com o cara la (Ton Po), toma uma saroba e fica paraplégico. Van então quer vingança, e treina Muay Thai com um mestre recluso, fica fodão em algumas poucas semanas e no final luta com o cara, apanha a luta inteira, mas no final termina com o cara dando um chute giratório (não cheguei até o fim do filme, mas não é preciso muita criatividade nem dons mediúnicos para adivinhar isso).
Como já citei, não vi até o final. Já que o filme começou tarde e não deveria acabar antes da 1 da manhã.
Pensei comigo mesmo: Por que não passam esses filmes em outros horários? A violência não pode ser mostrada assim, nos horários normais. Nego é atropelado, toma tiro, faz sexo e come cocô na hora do almoço, mas os filmes do Van Damme não podem?
Será que sua canastrice e péssima atuação são proibidas para menores de 18 anos? Será que, num arroubo de bom-senso, as emissoras pensaram que essa geração não deveria ser contaminada com essa mesma onda de artes marciais que surgiu nos anos 80? Será que alguém da família Marinho, o Edir Macedo e o Patrão querem que sejamos mais pacíficos, e que vivamos num mundo melhor?
Aposto que você nunca pensou nesse ato de bondade e altruísmo dessas figuras tão ilustres.
Assim, eles usam os filmes de artes marciais como tapa buracos na programação, fazendo com que o Steven Seagal, Chuck, Van Damme e toda a trupe tenham a mesma função daqueles semi-asfaltos que são uma merda e deixam a rua parecendo uma pista de off-road e deixam um buraco maior em menos de uma semana.Aliás, um dia desses vou detalhar esses filmes de artes marciais. Sem eles, eu não teria 90% do meu conhecimento de artes marciais, saído de conceitos como calma, respiração e enceramento de carros.
Abraços pessoal,

PS: Ju, favor não mudar o Hopi Hari pra domingo.

Quarta-feira, Março 21, 2007

Se eu acordasse sendo o Super-Homem

Desculpem pela demora, meus caros fãs (masculino) e minhas queridas fãs (feminino).
Mas como esse blog é mais imortal que o Christopher Lambert, não são alguns muitos dias sem posts que o matarão.
Sabem como é, trabalho + facul + PGE me obrigam a passar quase minha semana inteira ocupado, e assim, nos fins de semana, tento aproveitar minha namorada e meus amigos. Logo, meu blog acaba ficando em segundo lugar.
Hoje, já que não tenho muito tempo nem muito estoque de criatividade, vou falar de um dos meus ídolos, o Super-Homem.
Me peguei esses dias pensando não no herói em si, mas sim em como seria como se eu tivesse esses poderes. Se hoje eu acordasse com os poderes do Super-Homem, como seria minha vida? O que eu faria com esses poderes?
Vai aí uma predição de como seria minha vida se à partir de hoje, poderes kryptonianos se manifestassem. E vou partir da possibilidade de eu poder controlar todas essas habilidades.
Primeiro, passaria alguns dias, principalmente esses próximos fins de semana, aproveitando: voar a esmo, assustar pessoas, “mágicas” com meus poderes, essas coisas fúteis.
Uma das primeiras coisas que eu faria seria largar meu emprego, já que eu poderia ganhar dinheiro de outras mil maneiras.
No começo, usaria meus poderes pra ganhar apostas como em braço de ferro ou pequenos truques, pra garantir uma graninha que, devido a extraordinariedade (imagino que essa palavra não exista, mas bem, agora existe), não seria tão pouco. Minha economia com transporte, já que iria mais rápido que uma bala pra qualquer lugar, ajudaria a manter essa grana.
Aliás, minha vida teria bem menos estresse, já que provavelmente a parte mais chata das nossas vidas seja ficar no trânsito indo de um lugar pra outro. Só nisso, eu teria horas a mais do dia para aproveitá-lo, já que poderia, por exemplo, sair de casa as 7:30:41,95 e chegar na facul as 7:30:42.
Depois, eu contaria pra alguns amigos sobre meus poderes. Isso seria necessário para facilitar algumas coisas pra eles, e conseqüentemente, pra mim.
Viagens pra Guaratuba, Minas ou sei lá pra onde durariam segundos, e não teria que me preocupar com o trânsito da volta.
Meus passeios com a Ju seriam aprimorados também, já que levar ela pra Roma, Tóquio e Adelaide no mesmo dia seria uma boa alternativa pra quem fica sempre em casa, sai pra comer e vai na casa de alguém.
Meus pais, atualmente residindo em Curitiba, adorariam, já que eu poderia continuar jantando todo dia com eles como se nada tivesse acontecido. Aliás, poderia até morar com eles de boa, mas aí eu iria querer ser independente logo depois, e não valeria a pena.
Pra ganhar dinheiro, já que não posso viver de pequenos bicos sempre, já tive uma idéia.
Ser jogador do futebol e levar meu Corinthians pra vitória seria legal (lembrando que a coordenação do Super é perfeita também), mas treinar e viajar sempre e ficar longe de todos seria chato.
Pensei então em boxe, já que bastaria eu ganhar as lutas e trocar uma idéia com meu “treinador” (já que não preciso ser treinado), e depois de alguns campeonatos ganhos, já seria um milionário e pronto. Pensei em ser um lutador mascarado e anônimo, para que não ficassem no meu pé.
Meus pais não se preocupariam e eu poderia fazer o que quiser, já que a preocupação dos pais em geral são com a violência, e essa não poderia me afetar.
Aliás, de vez em quando, eu roubaria o cel do Marcola e do Beira-Mar, e acabaria com alguns pontos de quadrilhas, só pela diversão e pela diminuição da criminalidade mesmo.
De resto, eu poderia comer todas as porcarias que quisesse, já que não teria que me preocupar com saúde.
Minha grande preocupação seria se o álcool da cerveja ainda efeito em mim.Se não fizesse, fodeu. Mas eu daria um jeito de ficar sussa quanto a isso. Pelo menos a cerveja seria sempre gelada, já que tenho o super-sopro.
Os churras, com minha visão de calor, também seriam beneficiados.
Minha vida terminaria comigo sendo um grande fanfarrão, milionário (excêntrico), que daria uns chega-pra-lá no crime, feliz e desestressado.

E tem gente que preferiria ser o Wolverine...

Sexta-feira, Março 09, 2007

O "amigo" bostão

Depois de tantos arquétipos da nossa vida cotidiana, venho pensar, filosofar e falar de mais um dentre tantos modelos de personalidades vigentes na sociedade atual.
Esse modelo é: O “amigo” (merecendo por completo as aspas) bostão.
Sim, você tem um desses. Se não tem, terá. Se não tem, nem terá, já teve.

A característica principal desse tipo de pessoa é que você, por mais que queira, não consegue se livrar dele. Jamais.
O motivo, em geral, é simples: ele é grande amigo de alguém. Ou um daqueles chatos que você fica sem graça de mandar tomar no cu. Ou uma união entre esses dois, o que é mais comum.
As características odiadas por você nessa pessoa variam muito, mas é possível achar um padrão de comportamento, ou seja, certas manias que podem ajudar a identificar um cara desses.
A mania mais repetida entre essas pessoas é a necessidade incontrolável de contar vantagem. Os motivos são muitos: necessidade de atenção, já que ele tem consciência de que é um bosta; autoconfiança exagerada; ou simplesmente ser um merda mesmo.
Você com certeza já viu um cara odiável com essas características.
Você contou que caiu de bike, ele caiu de moto. V
Você sabe tudo sobre Homem-Aranha, ele sabe tudo sobre quadrinhos em geral.
Você pagou 7 pau pra cortar o cabelo, ele pagou 5.
E assim vai.
Uma mania dele é querer contar fatos fantásticos ou inusitados que apenas ele sabe, em geral com a mesma credibilidade que uma banda de Black Metal chamada Rainbow Fellas.
Ele é também muito pegador de mulher [ironia mode], grande jogador de alguma coisa, bonito pra caralho, humilde, e tem fotos escrotas no orkut.
Mas na verdade ele quer zuar mas é zuado, é ruim em tudo quase, algumas meninas têm dó dele, não pega ninguém, nunca recebe ligações – sim, ele está em todas porque algum incauto atendeu o telefone e achou chato não convidar ele pra balada onde ele claramente estava.
Na verdade, pessoas assim são tão escrotas que não merecem um texto elaborado, complexo e bem escrito quanto esse. Logo, finalizarei bruscamente aqui.

PS: Bush, você é um bosta e me impediu de ver minha mina. Tive que ir direto pra facul e quando cheguei, uma hora mais cedo, descubro que não tenho a primeira aula.
Espero de coração que o Bin Laden e sua trupe acabem gangbangueando sua mulher e filha.

Quarta-feira, Março 07, 2007

Ipod = Eu posso

“Eu quero um Ipod”, diz a criancinha ao Papai Noel, o adolescente aos pais, os adultos aos lojistas.
A febre não pára, e as vendas, também.
Ouvir música o dia inteiro, é isso que a galera quer.
80 Gb pra entupir de som e mais som. Afinal, nesse tempo de tanto barulho e poluição sonora que aflige os especialistas (segundo o Fantástico, uma ou duas vezes por ano), nada como substituir o barulho por uma bela música.
Só música é pra fracos, aliás.
Vídeos, arquivos, e todo tipo de coisas, isso sim é utilidade.
Mas no final, o que importa é estar com fones de ouvido.
Branquinhos, de preferência.
Não preciso provar que sou rico, afinal, o fone tudo já prova.
Posso seguir aqui no meu mundo, meus olhos e ouvidos estão fechados, e aberta só minha boca, que escorre baba.
Usar como um HD móvel, colocar pra ver vídeos, usar no rádio do carro. As coisas úteis são inúteis aqui.
Afinal, quem pode, pode, e pode quem tem um Ipod.