Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Mulheres são de Venus e homens são da Terra mesmo

Esse vai ser provavelmente meu primeiro e único post exclusivamente direcionado para o aficcionado público feminino desse blog. Como eu sei que se você for um homem no mínimo razoável, seguro da sua sexualidade e curioso, vai ler e pronto.
Bem, esse dias, lendo e vendo coisas, resolvi escrever sobre o assunto mais manjado por todas as formas de expressão e arte: O relacionamento homem e mulher.
Note que resolvi não escrever sobre amor, afinal, o relacionamento abrange zilhões de coisas a mais do que esse mero sentimento abstrato.
Consegui, através de muita reflexão, chegar no porquê dos relacionamentos serem tão complicados quando deveriam ser tão simples.
A culpa, no fim das coisas, sinceramente, é de vocês mulheres.
Sim, de vocês.
Antes que me crucifiquem, deixem eu me explicar.
Os homens são simples.
Vocês não.
Não venham com esse papo de que nós que somos complicados.
Em geral, nós somos tão simples, que vocês não acreditam.
Que nem quando cai num teste do vestibular algo como:

Quem descobriu o Brasil?
a) Lula
b) Os Mouros
c) Os Chineses
d) Dercy Gonçalvez
e) Pedro Álvares Cabral

Sim, aposto que qualquer um que vez cursinho vai pensar duas vezes antes de riscar a opção E, pensando "é muito óbvio, só pode ser pegadinha".
Sim, nós somos tão óbvios que vocês pensam que algo está errado.
Mas não está.
Nós homens, nos contentamos com pouco:
Mulheres, desestressar (canalizando nossa tensão em outras coisas) e amigos.
Tudo o resto é simplesmente uma maneira de indiretamente conseguirmos alguma dessas coisas.
Por que usamos perfume? R: Mulheres.
Por que bebemos? R: Amigos, mulheres e desestressar.
Por que brigamos? R: Desestressar.
Por que falamos tanta merda pras mulheres? R: Porque somos burros.

Nós só queremos estar aí, de boa.
Vocês querem muito mais coisa. Ser reconhecida, ter segurança, estabilidade, dinheiro, atenção, homens, cabelereiros, entre muitas coisas que eu, no meu cérebro limitado, não consigo imaginar.
Claro que a culpa não é só de vocês.
A natureza, ao dar a vocês a chance de dar a luz, deu um monte de problemas também.
Menstruação, necessidade de ser bonita, pêlos que não deveriam estar lá, a infame TPM, entre outras coisas.
Nós não. Fazemos xixi de pé, não depilamos, podemos peidar, temos uma variação hormonal que no máximo forma umas espinhas, essas coisas.

Minha sugestão pra vocês mulheres, é que relaxem.
Pensem como homens: de forma primitiva e simples. E vocês serão especialistas.

No final, vocês são a parte mais importante das três que queremos.

"Os homens são a melhor empresa de vigilância do mundo: onde houver uma mulher, lá estamos nós." - Seinfeld.

Ps: Ju, não há qualquer relação entre esse texto e nós. Logo, não quis dizer nada, desabafar nada, nem nada.
Só falar merda.

Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

A verdadeira revolução digital

Nessa era da informática, não faltam fatos ocorridos para serem apontados como os revolucionários da era da informática.
Desde o microchip, existem vários messias cibernéticos com seus seguidores ferrenhos dispostos a até uma guerra biológica (com vírus de computador, que fique claro).
Alguns apontam o Windows como o grande catalisador da era da informática. Não é pra menos. Os PCs eram, até então, total propriedade dos nerds sem vida. Aí o Sr. Bill cria um sistema em que qualquer pessoa pode navegar (menos nossos pais, que nunca aprenderão a mexer corretamente e demorarão 10 minutos para imprimir uma página no Word, nos chamando duas vezes no processo). Isso foi, sem dúvida, a primeira manobra de inclusão digital.
Depois (e durante), foram surgindo os joguinhos.
Sim, já que antes, o computador não tinha, ao meu ver, qualquer função que despertasse o interesse da massa, que era composta de adolescentes e jovens interessados em novidades.
Com campo minado, paintbrush (que não era jogo, mas divertia mesmo assim), paciência, jogos de pinball e principalmente DOOM, que apareceu logo depois, tínhamos um monte de gente passando seu tempo no computador.
Engraçado que nessa época quando passávamos uma hora no computador, parecia uma eternidade. Mal sabíamos o futuro...
Aliás, uma questão: Por que será que a gente jogava isso no computador se tinha jogos muito melhores no videogame?
Bem, os jogos foram importantes, mas não a ponto de causar uma revolução.
O Netscape, então, pode ser considerado esse Messias virtual?
Notem que preferi comentar sobre o Netscape, e não sobre a Internet em si. O motivo é simples: O Netscape foi o primeiro navegador criado e foi o Windows da Internet. Tornou o inacessível acessível. E como a Internet tem proporções muito, mas muito maiores que o nosso limitado HD do PC, pode até ser considerado um divisor de águas na era da informática.
Depois dele, surgiram todos os programas como o Internet Explorer, o FF, Opera, todos. Também foi, de certa maneira, o motivo pelo qual as pessoas resolveram criar sites e mais sites, até chegar, depois de uma turbulenta trajetória - desde o boom da Internet, a proliferação das fibras óticas, a queda da Internet e a Internet 2.0 (a era em que vivemos atualmente).
Sim, sim, tudo isso foi muito, mas muito importante. A partir de tudo isso que entramos na atual era da informação.
Mas muito mais importante que isso, o verdadeira revolução na informação, o verdadeiro messias da era digital, são nada mais nada menos que os simples, porém indispensável, comandos “copiar”, “colar”, também conhecidos pelo seu atalho, “Ctrl + C”, “Ctrl + V”.
Afinal, de que adianta tamanha informação disponível, se você vai ter que escrever tudo de novo para fazer seu trabalho.
Antes do surgimento desse comando, nossas pesquisas e trabalhos era algo muito mais artesanal, complicado, demorado e simplório.
Mas nas mãos hábeis da nova geração, se tornam grandes dissertações e trabalhos, através de um complicado processo de remendo de informações diversas, exigindo um talento incrível para unir tudo em um texto uno.
Sem esse processo, não poderíamos jamais fazer um trabalho de 20 páginas em um dia sem sequer saber o que está escrito.
Isso sim é inclusão social, meu amigo.
Isso sim é informação.
E o resto é resto.
Por favor, tratem com respeito esse grande comando inventado, pois sem ele, talvez o PC se tornasse mais um projeto fracassado, como o Betamax.

Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

Pequenas coisas boas

Sempre acontecem coisas marcantes nas nossas vidas. Boas notícias que, quando recebidas, tornam nossa vida inteira mais alegre. Passar no vestibular, arranjar um emprego legal, o primeiro carro, o primeiro beijo, a primeira vez, a primeira viagem com os amigos, ter um filho, ver um amigo que não vê fazem anos...
Mas existem coisas menores, muito menores.
Menores em importância, talvez, mas são pequeninos detalhes (e lembrem-se, os detalhes são tudo) felizes em nossas vidas.
Achar dinheiro no bolso da calça.
Achar dinheiro no chão.
Achar dinheiro onde for.
Ficar com uma menina bonita.
Ouvir um elogio.
Tirar 10 na prova.
Contar uma piada e todos rirem.
Viajar com os amigos, se divertir e gastar 50 reais em um feriado.
Beber com os amigos a tarde inteira sentado num bar.
Fazer um gol e chamar o próximo.
Comer sua comida favorita.
Pessoas comentando em seu blog.
Ser reconhecido por algo que você fez.
Ver seu time ganhar um clássico.
Conhecer pessoas novas.
Ver seu cachorro aprender a mijar no jornal.
Ganhar de alguém no videogame.
Pedir 6 no truco sem nada na mão e a dupla adversária fugir.
Ganhar um presente legal no aniversário.
Ficar moreno e não vermelho depois de tomar sol.
Tirar uma soneca de tarde.
Ver um episódio inédito de seu desenho ou série favorita.
Terminar de ler um livro legal.
Se olhar no espelho e se sentir bem.
Primeiro e último dia de aula.
Feriado.
Sair mais cedo do trabalho.
Acordar com o despertador no fim de semana e dormir de novo.
Mijar ou cagar quando está MUITO apertado.
Etc, etc, etc e etc.

Lembrem-se: Aproveitem cada momento desse tipo.
Eles são aquilo que Sá o real sabor da alegria.
Afinal, nenhum prato principal, por melhor que seja, fica bom sem tempero.

Lembrete pra mim mesmo: Próximo texto sobre a revolução da tecnologia.

Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007

Entre Mitos, Lendas e Legendas

Desde os tempos mais primórdios (não, não vou cantar Unidos do Caralho a 4), as lendas e mitos permeiam a humanidade.

Quando não haviam explicações científicas de gente de jaleco branco, haviam os mitos. Cachorros eram lobisomens, baleias eram dragões e Michael Jackson era curupira.

Ta, mas e depois, que surgiu a inabalável, vitaminada ciência?

Porque elas existem ainda? Muitas foram atualizadas, é verdade, e até foram encontradas possíveis explicações para certas lendas.

E foram surgindo as lendas recentes. O formato é mais atual, mas o teor sobrenatural das mesmas continua igual.

Quando você é pequeno, seus pais manipulam seu imaginário, para que você conserve sua inocência, seja mais obediente – como esquecer do homem do saco, os homens que dão balas com drogas, macaco Simão (um personagem de um desenho X que assolou meus pesadelos quando eu tinha uns 3-4 anos)?

Vamos crescendo, tendo contato com os amigos, e lá pelos 6 a 8 anos, as lendas começam a crescer em proporção assustadora.

Bonecos do Fofão com adagas, cobras nas piscinas de bolinhas do Mc Donald´s, boneca da Xuxa assassina. Coisas que vão contando, e que, no final, vão te deixando com o olho que nada vê na mão.

Então, a puberdade ta quase aí. A famosa pré-adolescência. Nessa fase de auto-afirmação um pouco anterior a verdadeira complicação, a molecada vai criando lendas mais complexas e com um tom de sobrenatural com sentido, baseado em espíritos e todo tipo de entidade sobrenatural.

Surgem Loiras no banheiro e espíritos em copos. Fenômenos semelhantes a Poltergeist (favor não confundir com o queniano várias vezes campeão da São Silvestre). O fator é que todos, querendo ser maduros e adultos, falam que não acreditam, mas no fundo, eles sabem que a verdade pode estar lá fora, como diria o Agente Mulder

A adolescência vai chegando, e assim, as primeiras festinhas e baladas, e o senso de rebeldia e independência inerente a todo jovem cheio de espinhas na cara e bigodinho de motoboy chega junto.

Assim, nossos pais vão criando certas histórias passadas de forma sutil, para que você se mantenha alerta e responsável, mas não seguindo ordens deles. Genial, na minha singela opinião.

Histórias como do tio da amiga que tem um carro blindado, chegou um assaltante e ele ficou zoando com o meliante, até o gatuno abrir a porta que ele esqueceu destrancada!! Também histórias de mulheres fáceis que te drogam após o sexo (uma busca incessante nessa fase), e você acorda numa banheira cheia de gelo com um recado que levaram seus rins.

Também existem aqueles que colocam Boa Noite Cinderela nas bebidas alheias, e quando você menos espera, acorda sem pregas ou ainda pior. Gangues de palhaços em kombis também aparecem.

Uma interrupção para falar sobre Internet. Com o advento da Internet, nossos pais resolvem usar e-mails. E nessas correntes de e-mail, essas lendas se propagam e eles encaminham a nós como verdade. Quem nunca recebeu um e-mail dos pais falando sobre golpes de clonar telefone, assaltantes que fingem que perderam um braço e aparecem com uma arma, essas coisas?

Bem, com isso, as lendas foram ganhando força, já que uma lenda só se torna uma (dã) lenda quando acreditam, nem que seja um pouquinho, nela. Aí nossos pais contam para nós, incrédulos jovens.

Lembrando que lendas como a das bebidas, carro blindado e afins são na verdade grandes fábulas modernas, que passam uma lição no final, como “cuidado com o sexo fácil”, “preste atenção nas coisas”, “beba menos”. Tal qual a raposa e as uvas, a lebre tirando um racha com a tartaruga e a formiga com a cigarra.

Depois, no trabalho, surgem histórias sobre grandes presidentes fodões de empresas. Essas são como as fábulas que falei, algo para estimular você a ser fodão e style assim.

Terminando esse pensamento, me pergunto: “Por que acreditamos nessas merdas?”

A resposta pode ser algo mais complexo e psicoanalítico, como o fato da pessoas gostarem de acreditar que a “algo mais” nesse mundo.

Ou isso só comprova que somos a terceira raça mais inteligente do planeta, atrás dos ratos e golfinhos (The answer is 42!).

Ah se eu fosse o Sub-Zero

Da série de contos “ah se eu fosse (coloque o nome do seu personagem de jogos de videogame favorito), chega pra você o sonho de ser Sub-Zero.

Pra que não sabe quem é esse infeliz indivíduo, vai um link da wikipedia pra você: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sub-Zero.

OBS: Aqui tem fatos novos até pra mim, quem não acompanho muito a trajetória recente e falida da série MK.

Os poderes do ninja azul são extremamente úteis, não.

Além do fato de ser, claro, um ninja (lembrando que essa palavra não está no banco de dados do Word, podendo ser substituída por nênias e nanjas).

Ninjas são naturalmente legais. Ninjas coloridos, que não usam armas, nem tanto.

Mas só o fato de ser um mestre em artes marciais já te torna digno de respeito. Jiu-jitero de academia não tem vez aqui, toma pau antes de conseguir falar “paralelepípedo”.

Os poderes desse ninja Lin-Kuei (acho que assim) são também, assim como os do nosso adorado indiano Dhalsim, muito, mas muito úteis.

Aliás, os dois, num churras, seriam um fenômeno.

Já que enquanto Dhalsim, com seu sopro de chamas, esquenta a carne, Sub-Zero deixa a cerveja geladinha instantaneamente. Assim, os membros elásticos do careca pegam uma cerveja já gelada pra galera que ta jogando truco com ele. Facilidade assim, não conheço.

Além de montar um negócio vendendo gelo (um saco é uns 5 pau!!), ele pode fazer esculturas no gelo para impressionar a mulherada, embora tivesse que aprender a fazer estátuas de outras coisas além de si mesmo, senão iam achar que ele era um narcisista digno de pena, já que nem deve ser muito bonito, já que, por qual outra razão usaria máscara (disfarce e coisas de ninja não vale, já que nenhum ninja que se preze se veste de azul).

O negócio de patinar no gelo também é uma boa, exceto para seus inimigos que escorregam e tomam, em geral, um gancho que faz aparecer o carinha no canto da tela, assim como fazer uma pista de esqui de verdade em pleno sol tropical.

O irmão dele então, o “outro Sub Zero”, é de se impressionar. Principalmente por ter uma cicatriz imensa no olho e ainda ter o olho. Será que foi apenas um artifício pra ficar style, planejado por ele mesmo?

A parte ruim é ter um ninja amarelo morto-vivo mais feio que o capeta na sua cola. Scorpion, aquele grande lutador que quer vingança contra Sub-Zero por uma penca de razões.

Ter um morto-vivo, que não cansa, não dorme nem faz cocô na sua cola deve ser bem ruim. Fora o fedor de enxofre.

Bem, não consigo pensar em muito mais coisas sobre esse obscuro personagem.

Isso tudo já vale, mas se eu tiver novas idéias, edito aqui ou faço outro texto.

Abraços.

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

Minha próxima idéia

Tive uma idéia que considerei boa, e escreverei pra não esquecer e usar como prova caso alguém resolva fazer isso outro dia.


Assim que eu tiver uma máquina digital, fazer um fotolog diário com fotos apenas de cocôs (os meus mesmo).

Imaginem o sucesso???

Terça-feira, Fevereiro 06, 2007

Vestibular

Vestibular.
Uma palavra que, dependendo da pessoa, pode causar arrepio no mais bolado, careca, jiu-jitero estudante.
Eu nunca passei por esse medo.
Mas, numa combinação de um pouco de facilidade, um pouco de inteligência, um pouco de sorte e um monte de pessoas desistindo por causa do preço, entrei na facul. No que eu queria.
Mas posso imaginar o que passa as pessoas que fazem cursinho pra passar exclusivamente em uma faculdade pública.
Convivi com isso.
Não muito, já que em geral, a maioria dos meus amigos acabou cursando faculdades particulares, ou alguns que são muito inteligentes mesmo.
Bem, vestibular é uma grande tortura, na minha opinião.
Uma única chance, pra você fazer algo para sua vida inteira. É pressão demais pra qualquer pessoa, e ela recai naqueles que, pra mim, são jovens demais para suportá-la.
Mas pra que consegue, mesmo que tarde, mesmo que depois de ter sua vida social arruinada pela biologia, perder seu programa favorito para a matemática, e noites mal durmidas por causa da geografia, imagino que seja algo sem igual.
Quando descobri que entrei na faculdade, estava na piscina. Nível de emoção: 10%.

Hoje vi o que pode ser uma emoção dessas. Quer dizer, ouvi.
Um japonês, gordo, escroto e com cabelo de escova de dente, mas forte que um trator, chorou que nem uma criança hoje. Não que eu nunca tivesse visto isso, já que choro ocorre com frequência nele quando o álcool (sempre ele) toma conta.
Mas hoje ouvi, pela primeira vez na minha vida, um cara chorando de felicidade desse jeito.
E eu QUASE chorei.
Fiquei com o mesmo nó na garganta que tive quando vi pela primeira vez o Chaves sendo chamado de ladrão ou ficando sozinho enquanto todos iam pra Acapulco.
E olha que nem fui eu.
Mas valeu a pena ter ficado com o cu na mão o dia inteiro, e ter passado sem querer do nome e achar que não tinha passado.
E olha que nem fui eu.

Imagino se fosse.

PARABÉNS Sushi.
Eu achei que você passaria, mas confesso que minha cueca guardará por muito tempo o que passei hoje.

Agora, descansa e aproveita que sábado vai ser do caralho.

Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

Os amadores do álcool

Hoje, mais uma daquelas análises sem pé nem cabeça.
Sobre os amadores do álcool.
Não, não são sobre viciados, meu caro amigo iletrado ou desatento.
É sobre aqueles caras que são amadores no quesito álcool.
Não que ser uma pessoa de nível avançado seja bom, pelo contrário, seu fígado e outras coisas mais reclamarão essa profissionalidade algum dia. Algum dia.
Porém, é fácil notar que os amadores em geral são mais perigosos em geral.
A diferença é a mesma entre uma arma e o cigarro: Enquanto os avançados vão se acabando lentamente, os amadores se acabam rápido. Tipo, se eles sobrevivem, estão fora do perigo, mas o perigo em si é muito maior.
Detalhe que é necessário deixar claro desde o início, que essas pessoas na verdade, bebem pouco, porém, diante da sua pouca experiência e do efeito placebo, ficam loucas rapidamente)
É fácil traçar um perfil demográfico e psicográfico para esse tipo de pessoa.
Em geral são adolescentes até os 17 anos, que numa desesperada necessidade por atenção ou pura burrice, enchem a cara nas festas, eventos, na calçada quando dorme na casa de um amigo ou em viagens que contam com 8 homens, no máximo 1 mulher e de vez em quando um progenitor relapso.
Destinos de viagem mais comuns são praias ou locais de movimento altissímo durante as temporadas de férias ou feriados, como Guarujá, Peruíbe, Praia Grande, Riviera e Campos de Jordão (no inverno).
Aí os homens bebem, para preencher aquilo que falta pra ele. Em 98% dos casos, é mulher. Na verdade, em 100% dos casos, já que no final, tudo, mesmo que totalmente indiretamente, desemboca nesse destino que é a procura por fêmeas.
É normal esses indivíduos utilizarem a bebida pra não pegar ninguém, ou usar como desculpa para tomar uma bota. Falar que não lembra que tomou um fora daquela mina que sempre amou é comum.
Mas a resposta mais comum quando se pergunta se ele pegou alguém é: "nem, mas fiquei bem loko".
Nas mulheres, a necessidade é outra: Atenção.
Sim, as mulheres precisam tanto disso quanto os homens precisam de mulheres, num estranho porém claro triângulo amoroso.
Aí elas ficam passando vergonha, falando merda e contando segredos das amigas para a imensa roda de garotos em volta, tentando conseguir algo.
Aí, ela é comentada por uma semana no colégio, vira pop e Game (G) over.
Detalhe que é comum elas apenas se fingirem de bêbadas, talvez com medo que o instinto masculino dos garotos prevaleça e ela ceda sua imaculada (ou não) xoxotinha.
Frases comuns de mulheres bêbadas são : "Só peguei porque tava bêbada", "não lembro" e, durante a bebedeira (falsa ou não) "Tô sóbria" (ou "nem to loka", "não tô bêbada" e qualquer variação com o mesmo sentido).
É comum depois colocar fotos suas nesse estado com outras amigas também nesse estado no orkut com legendas do tipo "causamos master esse dia", "o que foi essa festa", "nem lembro, hahahahahaha BF4ever".

Então quando encontrar algum tipo desses amadores, fique longe. Eles são chatos e tendem a gorfar em você e mais um semi-círculo a sua volta.
Se você for homem e encontrar uma menina amadora, tente se aproveitar dela e possivelmente se dará bem.

E viva aos que bebem socialmente, passam vergonha de vez em quando mas não são levados (muito) ao hospital (eu nunca fui, que fique claro)

Sono

Sono é um negócio engraçado.
É algo que fica espreitando, e quando você menos espera, te ataca que nem um tubarão ataca um surfista.
Mas ao contrário desse incrível peixe, o sono é espantável.
Fazer algo, conversar com amigos, não ficar entediado nem perto de uma tela de TV são algumas maneiras de espantar.
Mas tal qual aquele amigo chato, é impossível: Uma hora ele aparece aí só resta ceder e durmir.


Fica aqui uma homenagem à mosca Tsé-Tsé.