Presente que darei pra alguém
Uma lata de cerveja (de alguma cerveja boa), transformada em uma Duff.
Caso alguém goste muito da idéia, dê pra mim, afinal, meu aniversário tá chegando.
PS: Morar sozinho antes do carnaval. Que medo.
Um blog cheio de idéias - umas ruins, umas médias e outras boas.
Uma lata de cerveja (de alguma cerveja boa), transformada em uma Duff.
Ah sim, tópico mais do que manjado na vida.
Afinal, quem nunca se fez essa pergunta?
É muito legal quando você é criança.
Afinal, você tem zero responsabilidade e milhões de possibilidades.
Depois, na adolescência, as coisas vão estreitando.
As opções de astronauta, jogador de futebol (caso você seja apenas normal em futebol) e cowboy se mostram não ser mais tão possíveis. E ser um cobrador de pedágio, policial ou lixeiro (eu achei sempre legal, correr atrás do caminhão e andar pendurado) já não parece tão atrativo.
Coisas como "mercado saturado" e "salários" já são colocados
Sem
Aí você faz o bendito vestibular.
Passa (cedo ou tarde).
Aí sim, começam os problemas.
Não que não existam problemas antes dele, mas aí que essa pergunta que dá o título desse post se torna complicada.
Afinal, não existe mais o "quando crescer". Você já cresceu, já tem barba, já tem terno, já tem que tomar um rumo.
Mas é impossível não pensar que você pode ter feito isso.
Eu particularmente sonho em ser um milionário excêntrico. Excêntrico não no sentido de um idiota que gasta dinheiro à toa em coisas ainda mais idiotas.
Excêntrico na verdade, porque ao contrário dos milionários, eu me preocuparia mais em gastar esse dinheiro de formas divertidas, com alguma noção é claro, do que querer ganhar cada vez mais dinheiro e trabalhar pra isso. Tem gente que prefere trabalhar e deixar o dinheiro descansar. Eu preferiria bem mais descansar e deixar o dinheiro trabalhar.
"Você iria ficar entediado" ou "Trabalhar faz bem" são coisas comuns de se ouvir quando eu revelo esse meu sonho.
Eu preencheria meu tempo com videogames, livros e fazendo outras faculdades talvez, e provavelmente com esportes e academia, senão o ócio me transformaria num gordo escroto.
De resto, teria coisas que sempre sonhei. Um carro velho pra bater nos folgados do trânsito. Um fusca ou carro podre qualquer com um motor super-potente, só pra dar um pau nos metidos a Schumacher nas ruas, de preferência embutido com flashs fortes pra tiver um cara apavorando no trânsito, achar que tomou uma multa e ficar com o cu na mão, e depois ver que não tomou multa, achar que radar tá tudo quebrado e se foder quando houver um radar de verdade.
Ter uma casa com uma piscina de bolinhas gigante, tobogã, uma piscina toda maluca e área pra eu poder chamar meus amigos pra um churrasco ou festa todo fim de semana.
Outra coisa que não iria faltar são passagens secretas. Daquelas de puxar livro, tocar o piano ou tirar o candelabro da estátua.
Faria quadros assustadores que ficam olhando pras pessoas também.
Moraria na Rua 1° de Abril, cheia de sinalizações falsas pra confundir os que não conhecem a região.
Comeria só do bom e do melhor, afinal, comer bem é sempre bom.
Teria na minha casa pista de boliche, quadra de fut e um campo também.
E caso eu conseguisse ser um bilionário (com vários bilhões de preferência), compraria o Corinthians e faria dele um time competitivo, não cheio de estrelas e tal.
Afinal, seria um cara que quer ver o time vencer, não um cara de negócios, comandando.
Bem, é isso. Provavelmente esqueci alguma coisa, mas acontece.
"Pedro, pára de sonhar e vai trabalhar" - Consciência.
Bateu até uma tristeza no coração.
Lá estava o garoto, na casa dos 18 anos, andando tranquilamente pela cidade de São Paulo. Havia algo muito esquisito naquela cidade. Não havia carros. Nem ônibus, nem metrô. E não era feriadão com a galera indo pra praia, 6 da manhã. Era um dia comum, exceto por esse fato, que é bem incomum.
Durante suas idas e vindas, ele é atingido por um grande dardo. Gritou "Filho da Puta", bem alto, mas não encontrou o autor do disparo.
No dardo, havia um pergaminho escrito, e ele leu: "Você foi envenenado e morrerá em uma hora. Sua única chance de sobreviver é tomar 40 marcas diferentes de cerveja."
O garoto entrou em desespero, e correu. Muito. Entrou numa padaria, e tomou um gole de cada uma. Mas eram apenas 6.
Correu para o Pão de Açúcar, e tomou outras tantas diferentes.
E correu por São Paulo.
Às vezes só temos noção das distâncias quando andamos a pé.
E o garoto teve noção que,
E correu, tomando tudo.
Roubou até uma Duff do Homer, no Bar do Moe, perto da Paulista. Mas não conseguiu.
E morreu.
Depois desse hiato que deve ter sido uma eternidade para vocês, fãs -FAKE-, o blog está de volta. Talvez não com aquela freqüência do começo, mas com algumas vezes por semana pelo menos. É incrível como trabalhos de faculdade me deixam sem tempo, mas é incrível que tenho muito menos tempo nas férias. Então, para vocês que não agüentam mais entrar no blog e ver o Corinthians em destaque, aqui estou.
Bem, vamos ao post. Um post clichê, mas necessário. Talvez seja um pouco tarde, mas ainda é necessário.
2007.
Sim, desde toda aquela história de pular 7 ondas, comer comida boa, abrir um espumante escroto só pela possibilidade de acertar alguém com a rolha, fazer promessas que em geral não são cumpridas, ver um monte de fogos coloridos e alguns barulhentos e achar maravilhoso, e se tiver com amigos, encher a cara e fazer merda.
Bem, esperemos que 2007 seja melhor.
Que os solitários arrumem namorada (ou só umas pervas, né Paulo?), que os desempregados, emprego. Que quem prometeu parar de fumar pare de verdade, que quem quer emagrecer, perca uns quilinhos. Que a política melhore, mesmo que um pouco. Que o futebol seja mais emocionante, e que o Timão jogue com raça e faça bonito, mostrando que não precisamos (tanto) desses russos escrotos. Que quem for mudar de vida mude. Que minha namorada continue sendo minha namorada. Que eu arrume um emprego, de preferência legal e que pague bem.Que eu passe na facul sem problemas. Que eu não me sinta tão solitário quando meus pais se mudarem no carnaval. Que tenha carnaval. Que esse ano siga a linha dos meus últimos anos, que foram cada vez melhores e sempre bons.
Tudo de bom para todos. Que vocês se divirtam, principalmente.
E no próximo post, mais uma análise psicológica feita por mim.