Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

A Invasão Corinthiana

Há exatamente 30 anos (na verdade, 30 anos e um dia, porque já passou da meia-noite), algo muito especial aconteceu.
Tudo começou com um diretor/presidente/chefe/cacique do Fluminense, um time incrível. Ele desafiou os corinthianos, falando que dividiria o estádio, se a torcida, a tão falada Fiel Torcida, chegasse a esse número.
Então, começou.
Por todos os lados, chegava corinthiano.
A pé, de carro, de ônibus, de avião.
Os cariocas se assustaram.
A massa alvinegra ia crescendo, como um grande hematoma na bela paisagem carioca.
E lá estavam, 70 mil torcedores, rachando o Maracanã no meio.
E assim, o Corinthians estava em vantagem. Afinal, junto com o time, estava o 12° jogador.
José Roberto de Aquino já disse: "Todos times têm uma torcida. Mas a torcida do Corinthians é única que tem um time".
É por isso que eu sou corinthiano.
Uma coisa que os outros times, com talvez o Flamengo como excessão, nunca vão entender.
Um time não se faz de jogadores, técnicos e títulos.
Se faz de torcida.
E torcida mais fiel do que a nossa, não existe.
Embora existam muitas canções de torcidas, pra mim, corinthiano não muito roxo, que não acompanha todos os jogos, que vai pouco ao estádio, mas que se emociona sempre que ve o carinho do torcedor, não existe canção que simbolize melhor os sentimentos do corinthiano, aquele que é maloqueiro e sofredor:
"Corinthians minha vida,
Corinthians minha história,
Corinthians meu amor."
O Corinthians não precisa de parcerias e presidentes que sugam nosso querido time.
Ele já tem tudo.
Amor.
Como já disseram aí em uma música, tudo o que se precisa é o amor.
O resto é resto.

Vocês, torcedores de outros times, podem continuar torcendo pro Corinthians se ferrar. Podem odiar, nos chamar de o que for.
Mas o futebol sem o Corinthians seria muito, mas muito sem graça.