Segunda-feira, Outubro 30, 2006

Sinceridade

Todo mundo tem que mentir. Sim, isso é fato. E sim, esse assunto é velho. Afinal, já abordaram ele mil vezes em filmes, livros, histórias e blogs. Talvez eu não acrescente nada, mas pelo menos escreverei algo.
A questão da mentira é que ela é necessária, todos sabem. Isso faz com que a gente viva num mundo mais pacífico. Imagine falar pro seu chefe, depois que ele fala "tudo bem?", "Não!". Chato. Ou alguém pergunta se seu amigo é legal e você responde "Sim, mas ele também é um pouco fofoqueiro, dá umas mancadas e tem bafo". Foda. Ou se você falasse absolutamente tudo, do tipo "nossa, você engordou", ou "deu de cuzão", "não vou fazer agora porque estou de pau duro" ou outras milhares de coisas que você pode falar.
Agora, te digo. Isso tudo é muito chato, mas necessário. Agora eu te digo, é possível ser mais sincero. Contar menos mentiras. E ser feliz.
Sim. Experiência própria. Experimente uma vez, e vai ver o quanto é normal, e você nao precisará disfarçar.
Fale que vai cagar na frente de suas amigas. Se alguma mina sentar no seu colo, peça pra levantar rapidão pra você ajeitar sua rola. Se seu amigo der mancada, chame ele de cuzão. Se sua mina perguntar se você bebeu e foi pra balada, responda que sim. Responda para alguém que pergunta o que você quer fazer da vida, que você quer ficar rico, não trabalhar e viver de renda, pra jogar bola, beber e viajar sempre com seus amigos. Eu já falei tudo isso aí, e só tive respostas positivas.
Mas não to falando pra neguinho perder o filtro social e sair falando um monte de merda. Só pra você não ficar com vergonha de falar a verdade em certas situações que são na verdade comuns, como cortar os pentelhos do saco, ou o papel higiênico rasgar e você sujar o dedo, ou até dar peido molhado na cueca. Você vai ver como isso acontece sempre.
Isso aí galera, viva e deixe viver.

Ps: e começa a contagem regressiva para o Economíadas

Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Leis, por que é legal quebrá-las?

Bem, senhoras e senhores, meninos e meninas.
Desculpem a demora por um novo post. Fui escrever algo ontem, mas aí acabou a luz por um instante, e ainda fodeu minha net (que depois descobri que podia ser consertada em instantes). Então, meu post sobre Yu Yu hakusho ficou pra próxima.
Bem, hoje gostaria de falar sobre leis. E sobre é legal quebrá-las.
Calma, não sou nenhum delinquente juvenil. O que falarei hoje não tem nada a ver com crimes e afins, e sim com as pequenas quebras de regras que fazem de nosssos dias algo mais interessante.
Afinal, quem aí nunca roubou uma caneta de um amigo, não falou que recebeu troco a mais, não jogou lixo no chão, não saiu com cachorro grande sem focinheira ou usou boné a mesa?
Duvido muito que mesmo o Papa tenha conseguido passar a vida inteira sem desrespeitar nenhuma regra. Afinal, as regras foram feitas para serem quebradas, não?
Tanto que todo mundo quer ou quis ser super-herói, porque além de você poder fazer coisas, legais, você pode fazer essas coisas legais para proveito próprio.
E além disso, o próprio vigilantismo é ilegal. Será que ninguém que apanhou do Batman ou do Wolverine simplesmente resolveu processá-lo (tudo bem, no caso do Batman "ninguém" sabe quem ele é)? Quem já leu Watchmen ou mesmo viu Os Incríveis tem uma noção disso.
No final, super-heróis quebram até as leis naturais, da física e biologia, e isso é definitivamente muito legal. Grande parte da diversão de Matrix é que o Neo quebra todas as regras do mundo virtual e começa a quebrar todo mundo.
Na verdade, nunca vou descobrir o motivo que leva as pessoas a fazerem isso. Afinal, os motivos que levam as pessoas a quebrarem regras.
Em geral, imagino que seja um desejo por liberdade. Você está acima de tudo, pode ser o que quiser. Mas quando isso passa dos limites e você resolve que pode fazer isso sempre e em escalas maiores, sinto ter que lhe dizer, mas você está louco e merece uma vida repleta de sedativos, camisas-de-força e quartos acolchoados.

PS: Depois da fantástica idéia de filme, essa merda sem tamanho de post. Prometo algo bem interessante no fim de semana.

Terça-feira, Outubro 24, 2006

Esqueceram de Mim

Caso você esteja lendo e pensando "Aposto que esqueceram ele em algum lugar, ou de que ele existia, e ele tá aqui, com esse post “super criativo", você está errado, completamente errado.
Eu simplesmente quis reportar uma sinopse de filme que eu inventei ontem.
Aliás, já posso ser um roteirista de Hollywood. Por que?
Bem, esse filme vai ser uma continuação de uma série clássica. Isso te lembra Rocky 6, Superman Returns, Máquina Mortífera 4, Terra dos Mortos, entre outras milhares de continuações (e remakes) que andam pipocando na industria (ou setor?) do cinema americano.
Então, sem maiores enrolações:
O filme é uma continuação direta de Esqueceram de Mim 2 (sim, vamos ignorar aquele arremedo de filme que foi a parte 3, sem o Macaulay Culkin).
Afinal, o loirinho drogadão é simplesmente o filme inteiro. Sem ele, não há filme.
O título original é Home Alone. É importante lembrar isso, afinal, no meu filme, ninguém vai esquecer o loirinho em algum lugar.
Bem, vamos a sinopse:
"Kevin Mccallister (Macaulay Culkin), agora bem mais velho, acabou a faculdade e está vivendo como um bem sucedido empresário no ramo de segurança domiciliar. Só que ele não contava que os "Bandidos Molhados" (Joe Pesci e Daniel Stern), saíram da prisão, e querem vingança. E dessa vez, não estão sozinhos. Na prisão esses dois entraram numa gangue de ladrões que foram pegos pelos sistemas da Mccallister Segurança. Assim, dessa vez Kevin tem que lidar com não apenas dois ladrões armados, mas sim com centenas deles. Porém, com o conhecimento e o dinheiro que ganhou com o passar dos anos, ele conta com armadilhas muito mais sofisticadas, e muito mais mortais."
Imaginem um filme desse contando com muito gore, diálogos inteligentes e muito humor negro. Louco, né?
Eu chamaria alguém do naipe do Tarantino, do Zack Snyder ( de Madrugada dos Mortos e que está fazendo o esperado 300, já comentado aqui), Eli Roth ( de O Albergue), Darren Lynn Bousman (Jogos Mortais), Robert Rodriguez (Sin City), ou até o George Romero (mas não adianta, nada de zumbis aqui). E não, não quis postar esse monte de nome só pra me achar entendido de cinema. São apenas um monte de diretores que cairiam como uma luva pra esse filme.
Bem, quem sabe algum produtor se interessa, não?
Vou fazer depois em inglês e tentar mandar pra alguém, aí talvez comprem essa merda. Até lá, ficamos por aqui.


Domingo, Outubro 22, 2006

Coisas Óbvias

Já repararam o quanto nós, seres-humanos, somos incrivelmente talentosos para não só perceber, mas como falar em voz alta o óbvio?
Reparem então...vão se surpreender.
Acho que de 100% das coisas que falamos , uns 40% pelo menos são obviedades tão óbvias que nem sequer deveriam ser pensadas, quanto mais comentadas.
Exemplos para situar você: Festa de família. Lá está você naquela festa chatíssima, com tias e tios e primos mais novos, esperando das umas 10 para sair fora e ter tempo de sair com o seus amigos. Pra variar, lá estão seus familiares comentando sobre você, para você mesmo. Os comentários são sempre os mesmos: "nossa, como você cresceu", "nossa, você tá igualzinho ao seu pai" e coisas do gênero. Claro que agora estou falando sobre mim, mas dá pra notar um padrão, não.
Porra, é óbvio que eu cresci. Tenho hoje 20, mas até essa idade, eu, como qualquer não-portador (acho que não se usa "portador" nesse caso, mas tudo bem) de nanismo, estou crescendo.
Sim, sou parecido com meu pai, e essa semelhança é notada por todos. Por que continuar comentando?

Mais exemplos: Quantas vezes você conheceu alguém, ou comentou sobre alguém, e falou: "Nossa, sua amiga é bonita hein", ou "Nossa, que cara alto", ou "que forte você hein", ou coisas assim?
Mano, são características físicas, óbvias. Tá ali, pra todo mundo ver. Mas mesmo assim, você comenta.
Você chega pra sua mãe, com aquele boletim mais vermelho que a camisa do Inter, e ela conclui "nossa, você ta indo mal no colégio, hein". Bem, acho que já deu pra imaginar o que eu comentaria aqui.
Ou alguém se machuca, e está lá, sangrando, gritando de dor, e você pergunta se tá tudo bem. "Não F**** da P***, não está"!

Bem, eu poderia ficar o dia inteiro aqui citando exemplos, mas preciso ir ao banheiro.
Gostaria que, depois de ler esse texto, você começasse a pensar antes de falar alguma merda dessas. Afinal, às vezes, se não temos nada pra falar, simplesmente não devemos falar nada.
O mundo seria bem melhor, acredite.
Mas bem mais sem-graça, afinal esse tipo de merda que dá aquele charme especial (mesmo que esse "charme" seja uma bolota de merda seca tacada em cima").

Sexta-feira, Outubro 20, 2006

Pop

Acabando de voltar do Mack Bar, resolvi escrever sobre um assunto que desde ontem já estava com vontade de falar sobre.

A grande pergunta, pra mim é: “Por que tudo que é Pop é considerado ruim?”.

Não sei se você já reparou nisso. Em geral na parte musical, tudo que é considerado, “pop”, popular, é uma merda. Não importa de qual artista, tudo que alcança as massas é sumariamente considerado uma merda.

Uma vez estava na casa de um amigo meu da facul (Gabis), e vi o quanto muitas bandas são subestimadas porque uma música deles fez sucesso e acabaram sendo “semi-esquecidas” graças a suas músicas que fizeram sucesso.

Meio confuso isso?

Sim!!!

Mas explicarei...

Você provavelmente já ouviu More Than Words, a música carro-chefe da banda Extreme, sendo essa uma das músicas que mais bombam em qualquer viagem de formatura de 8ª série. Quantas vezes você ouviu alguma outra música deles, e já os taxou, depois de crescido, de banda mela-cueca? Bem, eu já ouvi algumas no Gabis e achei bem fodas. Mas sem ele me apresentar, continuaria a ter aquela impressão errada sobre a banda.

Outras bandas com músicas famosas que acabaram sendo denegridas por suas músicas pops: Mr.Big com Be With You, Nirvana com Smell Like Teen Spirit, Van Halen com Jump e I Can´t Stop Loving You, entre várias outras bandas que, ao serem comentadas por qualquer fã assíduo de música, são consideradas lixo.

Afinal, qualquer um que é realmente fã de determinado estilo de música, tende a menosprezar qualquer vertente mais conhecida do estilo, simplesmente para pagar ou se considerar um entendido do assunto.

Entrando numa banda que tenho total propriedade para falar, posso citar Pearl Jam. Afinal, quem me conhece sabe o quanto sou fã da banda.

Quem aqui já ouviu Last Kiss, ou Soldier of Love? Provavelmente todo mundo. Afinal, essas duas músicas bombaram nas rádios há pouco tempo atrás. Agora vejam o que os “verdadeiros fãs” acham dela. Aqueles que acompanham a banda e baixam centenas de bootlegs. Provavelmente, muitos desses falaram que essas duas músicas são um lixo, e que preferem n músicas mais que elas, e em geral, suas favoritas são aquelas que a banda pouco toca, o que acaba os diferenciando dos “fãs das músicas pops da banda”.

Apesar desse texto estar uma merda, vou concluir: Certas bandas têm em seu repertório músicas pops. E nem sempre você deve julgar a banda pela fama alcançada por determinada música, nem determinada música por ter alcançado sucesso.

Afinal, a grande banda de rock de todos os tempos, os Beatles (que nem gosto tanto assim), sempre foi Pop.

Quinta-feira, Outubro 19, 2006

Porque eu adoro o Super-Homem

Bem, existem vários heróis por aí. Quer dizer, por aí nos quadrinhos e em seus mundos fictícios.
Eu, como todo bom semi-nerd (existe isso?), sou fã de um monte deles: Homem-Aranha, principalmente na fase em que era um nerd tosco no colégio; Hulk, na fase em que ele era burro que nem uma porta, praticamente uma força da natureza, ingênuo e feroz; o Wolverine, que apesar de repudiado por vários aqueles que são grandes fãs de (leia-se viciados) quadrinhos (aliás, é incrível como grandes fãs de determinadas coisas odeiam os representantes pops do gênero. Abordarei isso num futuro próximo), é bem legal, com uma história interessante e rica, principalmente na mini-série Origem, que adorei.
Entre esses e outros vários heróis, de uns tempos pra cá, comecei a gostar do Super-Homem.
Muita gente não gosta dele, em geral pelos mesmos motivos: ele é invencível. É forte, rápido, esperto, voa, bota fogo com olho... E também não tem defeitos "morais": Não peida, não arrota, abre a porta do carro para as damas, paga a conta, não mata, obedece as leis, não bebe e não se aproveita da visão raios-x para roubar no poker.
Para mim, a falta de defeitos dele é que o torna tão especial. Alguém que poderia fazer qualquer coisa, ser considerado um deus na Terra, desrespeitar todas as leis e não ser punido (com suas habilidades, ninguém nem saberia), mas mesmo assim, ele se submete a ser um de nós, ajudando quem precisa sem pedir nada em troca. Não é pra qualquer um.
Outro ponto que eu acho interessante é que, apesar de todas suas habilidades, seus sentimentos e pensamentos são frágeis como os de qualquer pessoa. Isso o torna muito mais interessante como personagem, já que afinal, grande parte dos danos que sofremos na vida são danos emocionais, e não físicos.
Aliás, esse foi meio que o conceito principal do último filme (muito bom por sinal), e Smallville, que, aliás, na minha opinião, tem um conceito muito interessante e legal, dele descobrindo seus sentimentos junto com seus poderes, e mostrando o quanto seus poderes, que o tornam "sem problemas", na verdade o tornam muito vulnerável, já que ele tem que se esconder para preservar seu segredo.
No entanto, eles claramente não aproveitaram muito bem esse conceito, fazendo várias pessoas que morrem aos montes com super-poderes, ao invés de construir, junto com a ação, uma situação emocional interessante, não só aquele chove-não-molha com a Lana. Afinal, o cara é o super-homem. Ele pode ser tímido e ter que esconder seus poderes, mas não vejo o porquê dele ter que ser tão salame com mulheres. Mas sigo assistindo na esperança de que apareça um episódio que consiga captar o que eu e muitos outros fãs do personagem queremos.
No fim, o Super-Homem mostra o que é ser um herói. Não, ele não precisa ser tão bobão como ele é retratado às vezes. Ele pode pegar umas minas, tomar uma cervejinha de vez em quando, rir com os amigos. Mas ele mostra que, mesmo podendo fazer o que quiser, ele escolhe fazer o certo.
Afinal, seu maior poder é dar esperança de que as pessoas e o mundo podem ser melhores.

Ps: Entre os heróis citados no início, esqueci de falar do Batman. Afinal, um humano sem poderes conseguir ser o único que o Super-Homem realmente teme é digno de estar em qualquer lista de fodões.

Terça-feira, Outubro 17, 2006

A fama anônima

O sonho de grande parte do mundo é ser famoso.
Carros, dinheiro, necessidade de atenção, glamour, gente do sexo oposto pagando pau, estão entre os milhares de razões pelas quais as pessoas desejam estar entre esse seleto grupo.
Eu não.
Quer dizer, mais ou menos não. A fama é em geral um caminho para dinheiro "fácil", então nesse caso, eu gostaria. Também é legal ser reconhecido pelas pessoas, ter um monte de gente simpática com você.
Mas há inconvenientes. Ter minha intimidade exposta, ser alvo de amor e ódio de pessoas que nunca me viram pessoalmente. E depois que a mídia e da sociedade tiverem extraído tudo de mim, me jogarão fora.
Por isso gostaria de uma fama anônima. Aquela capaz de eu simplesmente ser reconhecido por amigos de meus amigos, e/ou simplesmente ter a satisfação de fazer algo famoso, mas não ser reconhecido pela sociedade como tal.
Ser responsável por algo famoso, que apenas meus amigos reconhecem minha autoria, é realmente um dos meus sonhos, junto com ser milionário excêntrico (esse outro sonho será explicado depois).
Para isso, preciso inventar algo.
Uma piada infame e conhecida,como a do "pintinho sem cu", que é lembrada por todo o país, e você pode contar em qualquer rodinha de piada que todo mundo já conhece. Esse tipo de piada tem também como representantes a piada do pinguim (não aquela eu conto sempre, aquela do pinguim e do doce/creme de leite), a do "yo soy paraguayo", as do joãozinho, aquelas envolvendo "um alemão, um americano e um brasileiro" e as piadas de papagaio e português.
Posso também tentar outra abordagem, a de inventar gestos, modos de se vestir, coisas do gênero. Pode ser um cumprimento como aquele de bater a mão e dar um soquinho, usar um boné pra trás junto com uma bandana, tênis diferentes nos pés.
Posso inventar também uma brincadeira, como a amarelinha, uma das modalidades de pega-pega, ou até um daqueles famosos jogos de bebida, onde tudo na verdade é uma desculpa para finalmente deixar as meninas tão bêbadas quanto os caras.
Por último, e um pouco mais complicado, é criar uma invenção daquelas que são essenciais para todo mundo, mas que ao contrário do avião, da penicilina ou da eletricidade, que seus inventores/descobridores são reconhecidos, aquelas coisas aparentemente menores, como a maçaneta, a escova de dentes, o pente, essas coisas do nosso dia-a-dia que ninguém da valor.
Bem, quem sabe isso acontece, quem sabe não. Às vezes até esse blog pode ficar famoso.
Mas enquanto isso, vamos seguindo.
Ainda tenho tempo.

Segunda-feira, Outubro 16, 2006

Pessoal da Band no meu blog!!!

Bem, um pouco de inutilidade aqui.
Depois de ser indicado pela Naty, tá um pessoal fazendo uma reportagem sobre gente que tem blog, então tô escrevendo aqui pra mostrar pra eles. Quem sabe meu blog vira mania nacional? Com sorte, aí eu gnaho uma grana pra ir pro Economíadas.
Mas de resto, tudo em paz. Acabei de voltar de viagem, que só teve UM dia de sol, o que por si só é chato, mas mesmo assim me diverti horrores, pra variar.
Bem, o pessoal acabou de ir embora agora.
Depois escrevo algo que preste.
Até

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Viagem

Bem, vou viajar. Graças a Deus.
Logo, não haverá atualizações até segunda.
Por que será que viajar é tão bom, fazendo parte dos desejos de praticamente todas as pessoas? A mudança de ares? O fato de não estar na sua casa? Ou será que as pessoas simplesmente culpam o lugar onde vivem por seus problemas e portanto, gostam de dar uma saidinha, uma fugida das coisas?
Eu particulamente gosto de sair um pouco. Não que minha vida seja ruim aqui, muito pelo contrário. Mas a de obrigações, responsabilidades e a companhia por mais tempo de seus amigos tornam tudo mais divertido. Lá você come quando quiser, bebe quando quiser, dorme quando quiser. Ou não faz nenhuma dessas coisas quando quiser também.
Aliás, todo mundo tem aquele canto onde costuma viajar. Onde você tem casa, ou seu amigo tem, ou simplesmente gosta de ficar e vai no hotel/pousada/casa alugada de sempre.
Meus lugares são : Pocinhos, em Minas; Ilha Bela, mas que não vamos desde o carnaval; e Guaratuba, na casa do Tavão, onde vamos quase todos os feriados e apesar da aparente "mesmice", é extremamente divertida. Também deixo uma menção a Baleia, na casa do Chohfi, onde só fui uma vez com a galera (e outra com a família dele), e essa viagem da galera simplesmente entrou para a história, constituindo a maior zuera numa casa que já participei, com suas 25 pessoas.
Bem, espero que todos tenham um ótimo feriado! Se beber não dirija, sexo com camisinha e se for exagerar, um Engov antes, e se lembrar, um Engov depois!

Ps: Por que será que tanta gente escreve ViaJem? Porra, que coisa idiota!

Preguiça

Se tem uma força que é capaz de rivalizar com a determinação, mas no sentido oposto, é a preguiça. Essa força misteriosa presente em nós é capaz de tornar praticamente impossível todo e qualquer esforço, físico e mental.
Às vezes você tá jogando bola, e bate aquela preguiça de voltar pro campo de defesa e marcar um pouco. Às vezes te chamam pra uma programa qualquer, como cinema, balada, churras, e você até pensa que seria divertido, mas a preguiça impede. Te impede até responder o instinto mais primário no ser humano (principalmente dos adolescentes), o sexo. Nesse caso, a preguiça se manifesta em ilusórias cãimbras, dores de cabeça ou outra coisa qualquer.
A preguiça também costuma aparecer em situações que normalmente julgaríamos serem impossíveis, como quando um amigo seu passa aquele link do youtube, ou passa um site super legal, e você pensa "nossa, mó pregui de entrar nisso aí". E acaba ficando por isso mesmo, e você fala pro seu amigo que nem chegou a mensagem, ou que entra depois, ou que apagou sem querer, ou que entrou mesmo, e pronto.
O que seria essa preguiça afinal?
Pra mim, é o cansaço que acontece depois da atividade, que viaja no tempo em seu DeLorean, e para mudar seu futuro sombrio, aparece no passado impedindo a gente de fazer aquilo que depois ia nos deixar cansados.
Não existe forma de combatê-la: mesmo com drogas, guaraná, catuaba, e qualquer coisa, no fim, cai ante a essa força da natureza.
Mas ao invés de lutar contra ela, una-se a ela. Quando estiver com preguiça, exceto em situações que você realmente possa se ferrar, como trabalho e afins, simplesmente não faça nada, e mude o futuro de seu cansaço.

Terça-feira, Outubro 10, 2006

Futebol...mais um pouco

Antes de tudo, gostaria de dizer que esse texto surgiu logo depois de ler esse texto: http://poraimesmo.blogspot.com/ (bem, isso se você estiver lendo mais ou menos no dia desse post). Esse blog aliás, só não tá nos links, porque ainda não aprendi a colocá-los.
Pra mim, o futebol dominical é sagrado. Tem dia que é pior, tem dia que é melhor, mas em geral, é fenomenal. Mas não gostaria de falar da "rotina" futebolística, ela já foi muito bem abordada pelo texto do meu amigo.
Gostaria de falar sobre os dias especiais. Dias relativamente raros, mas que compensam tudo. O dia em que tudo dá certo. As pessoas, os times, o momento, o Jairo estar cuidando da quadra, a bola, tudo.
Antes dos detalhes, um aviso: Eu sou muito competitivo, muito. Odeio perder. Mas me considero um bom competidor, aceito bem a derrota, quando sei que dei meu máximo. Parece papo de quem joga profissionalmente e tal, mas pra mim, o futebol é uma brincadeira que eu levo muito a sério.
Bem, os dias especiais começam já especiais, e não como um dia comum. Desde o começo, as circunstâncias que iniciaram mais um fut de domingo são completamente incomuns. Fenômenos climáticos, dp na facul, um jogo contra, um dia que tava sem moradores do prédio e de repente chegaram vários, tudo isso pode tornar o fut especial.
E então começa o jogo. E acaba o resto.
Você corre, briga, chuta, xinga seu melhor amigo, toma bolada, cai, "chama o próximo". Nesses dias, o mundo poderia estar acabando, mas praticamente todos os fatores externos àquela quadra abafada são simplesmente inexistêntes.
Alguns lances ficam na memória. Pra mim, não gosto só de recordar gols bonitos, e sim os gols com raça. Aqueles que eu ganhei na corrida, dei uma bica ou fiz no último minuto. Pra mim, esses gols são como gols em Copa do Mundo, quando você faz um gol e de repente, vê que você está exausto. Aquele esforço, contudo, valeu a pena.
Minha lembrança mais especial sobre futebol sem dúvida é de um dia que, após ter acordado cedo no sábado e ter feito um trabalho muito chato, com um grupo que, na situação, tava insuportável, ter chegado no futebol depois de ele já ter começado, e assim que entrei na quadra, faltava um pra completar o time, ou seja, já entrei jogando. Por alguma razão, esse dia simboliza, da melhor maneira, tudo que tentei dizer no texto. Eu não era mais uma pessoa. Era apenas mais um idiota que se entregava de corpo e alma para correr atrás de uma bola.
E todo dia que vou jogar, penso nesse dia. E toda vez que estou fazendo algo irritante, chato e trabalhoso, eu penso "bem, pelo menos domingo tem fut".

PS: Esse texto ficou bem meia-boca, mas se você ler os dois, o meu e o do outro blog, talvez consiga ter uma idéia do que estamos falando.

Segunda-feira, Outubro 09, 2006

Futebol...

Nem lembro o nome dele. Só sei que terminava com "ão".
Mas aquele sim, sabia fazer gols. Dava até raiva.
Tinha uns 5 cm a menos que os zagueiros, mas fez dois de cabeça, embora em um deles, tenha dado aquele empurrãozinho no camisa 3, daqueles tão sutis que nem ele próprio pediu a falta.
Não era nada habilidoso, mal conseguia fazer 4 embaixadas.
Seu chute, uma bomba de pé direito, era quase sempre indefensável, não por ele colocar a bola no canto, com classe, e sim porque seu chute não tinha uma direção definida, indo às vezes pela esquerda, às vezes pelo meio, às vezes no alto, às vezes embaixo, e essa aleatoriedade tornava impossível pro goleiro detê-lo.
Não era rápido e leve, e sim grande, forte e pesado. No entanto, com uma explosão, ele conseguia correr exatamente o suficiente para ganhar do zagueiro e chutar.
Ele era o dono da área.
Era o futebol, cru e nu.
Afinal, o futebol pode ter todos seus dribles, lançamentos e jogadas espetaculares, mas no fundo, é apenas uma coisa, algo muito mais impressionante do que tudo isso que falei algo que consegue arrancar um sorriso, uma exclamação e um xingamento de todo um mundo:
O gol!

Sábado, Outubro 07, 2006

Maravilhas da Sociedade Moderna - Mendigo Locão

Depois da Revolução Indústrial, houve um grande êxodo em direção ao espaço urbano, em busca de emprego, para ter dinheiro, para comprar aquilo que você faz no emprego. Uma vida incrível, feliz, já que as pessoas são o que elas têm.
Claro que não havia espaço para todos, já que nessa selva de pedra, só os mais fortes, mais rápidos e mais inteligentes ganham (ou substitua as qualidades por quem tem dinheiro), e assim foram surgindo os excluídos da sociedade, chamados comumente pelo nome de "mendigos", com suas variantes, como "mindingo", que apesar de já existirem muito antes, se tornaram "pops" com o crescimento urbano.
Você com certeza já encontrou milhões deles, vagando sem rumo, dormindo no chão ou sentados com seus cachorros. Certas características são comuns a todos, mas a parte física é a que menos importa no momento, e sim o que está embaixo das camadas de panos velhos, barba mal feita e sujeira acumulada.
Na verdade, sinto certa inveja deles em alguns aspectos. Eles representam na minha opinião o conceito de liberdade em sua forma mais pura. Eles fazem o que querem, quando querem. A ausência de amigos é compensada por uma forte ligação com animais, principalmente cães (ou pombas, no caso da mulher do Esqueceram de Mim 2), ou uma forte ligação com seu eu - interior, mostrado claramente nas várias oportunidades em que vemos eles falando consigo mesmo, numa linguagem conhecida só por eles.
Não trabalham. Mostram que, apesar de toda a dificuldade, carência e outras coisas, é possível viver fora do sistema capitalista. Não obedecem as leis também: andam por aí com roupas quaisquer, às vezes com suas partes íntimas pra fora, não fazem a barba, usam o chinelo da moda na Europa (Havaianas), simplesmente não ligam para os agentes da lei, que relevam suas atitudes sempre, embora às vezes possam apanhar um pouco.
Bem, esses são os mendigos. Pessoas fascinantes, tanto que é comum que um mendigo de certa região alcance o status de lenda nas redondezas. Como já disse, às vezes tenho inveja deles. Mas ela acaba quando tenho minha cama macia, minha comida quente, meu carro pra andar. Eu ainda sou um escravo do sistema, embora seja uma posição na qual me sinto muito bem.

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

Dica de leitura - Os Filhos de Anansi

Deuses existem. Mas eles não são como você imaginava, seres incríveis, lindos, da "pegada", sempre jovens, ultrapoderosos.
Eles são simplesmente seres como você e eu, cheio de defeitos, arrogantes, calvos, causadores. No entanto, eles têm total acesso ao nosso sistema de mundo, e se divertem como um garoto que foi jogar Doom e aprendeu o código IDDQD, IDKFA, entre outros, distorcendo todas as leis de tempo, espaço e manipulando as coisas a seu favor.
Mostrados ao mesmo tempo muito humanos e de uma forma alegórica semelhante a fábulas, o livro apela para nossa imaginação.
Nessa história de Neil Gaiman (do famoso Sandman e do outro best-seller Deuses Americanos), o livro conta a história de Fat Charlie, um cara comum, sem graça, que sempre era zuado pelo pai. A coisa começa a pegar quando seu pai morre, e então, ele descobre que seu pai era o famoso Deus Anansi, o Aranha, Deus das histórias e contos.
Como se não bastasse, ele descobre ter um irmão que herdou a divindade do pai, Spider, e comete o erro de chamá-lo através de uma aranha. E assim começa a confusão. Spider, sendo um Deus, não tem preocupações, faz o que quer, sem dar satisfação pra ninguém. E ao entrar na vida de Fat Charlie, vira a vida desse de ponta cabeça, e assim vai indo.
Fat Charlie não fica nada feliz e resolve se livrar do irmão. Para isso, recorre ao sobrenatural. Mas com isso acaba se metendo numa confusão maior ainda e assim segue até o fim da história.
Ao usar as fábulas, contos e alegorias, o autor consegue uma história muito interessante, daquelas fáceis de ler, mas que apelam pra sua imaginação. A trama é envolvente, e o texto bastante agradável, e muito engraçado, principalmente quando Spider, o Deus desencanado, entra em ação.
Recomendo a todos!!!

Quinta-feira, Outubro 05, 2006

Pseudo-Manos - Uma visão Pedriana

Há muito tempo atrás, quando as pessoas tinha em média no máximo 100 amigos no Orkut, eu e meu amigos, depois de muitas sessões varanda - que consistem em simplesmente ficar na varanda falando um monte de merda, ou mal de outras pessoas - resolvemos fazer a comunidade "Matem pseudo-manos", que ele registrou uns dias depois da conversa e que faz parte das inúmeras comunidades sem sucesso do Orkut, como "eU aMo a jUx =*", "Sadomasoquistas - Brasil", entre outras.
Então resolvi falar sobre alguma das nossas conclusões e algumas teorias a respeito desses seres tão peculiares e, na minha opinião, repugnantes. Afinal, de repente virou legal ser pobre?
Primeiro, como eles surgiram. Não é de hoje que nós, da classes mais abastadas da sociedade, nos preocupamos com os "manos", garotos jovens da base da pirâmide social que andam por aí, sempre em mais de um, aterrorizando pequenos playboys, seja apenas zuando, tirando ou cometendo pequenos furtos. Nós, os "prei", com medo que eles chamem seus amigos da maloqueragem, andamos assim de cabeça baixa, sempre atentos para correr com nossos tênis Nike que eles querem levar.
No entanto, todos sabemos que esse estilo "mano" , na imensa maioria dos casos, é um método de defesa para os mais pobres não se sentirem inferiorizados pelos mais ricos, e sim o contrário, oprimindo esses filhinhos-de-papai. Assim, como todas as pessoas, os "manos" em geral são pessoas normais, que diante de uma outra pessoa gente fina, são tão "normais" quanto qualquer um de nós.
Então que, baseado numa defesa criada pela natureza muito tempo antes de nós, o mimetismo, alguns membros do topo da pirâmide tiveram a grande idéia de se fingirem manos, para não serem mais alvos das perversidades deles, e assim, mudarem de status de caça para status de caçador.
Então, começa o processo: arrumam uns pisante de mano, umas bombeta de mano para usar torto na cabeça, às vezes acompanhada de uma bandana, um jaco de mano, falam que nem mano, começam a usar drogas leves, usam gírias como "véi", "djow", "truta", "casa vai cair", "goma" e "vacilão", muitas vezes todas na mesma sentença.
O que eles não contavam é que os departamentos de marketing das empresas estavam muito atentos a essa nova moda, e lançaram produtos para satisfazer as necessidades desses consumidores e lá foram eles comprar todos seus acessórios.
Bem, assim nasceram os primeiros pseudo-manos, também conhecidos como manos de condomínio. Seu primeiro passo foi, obviamente, fazer amizade com os manos. E conseguiram. Por dois motivos: manos também são gente, e como tal, têm suas necessidades de amizade. É bem melhor ser amigo desses riquinhos, de quem eles podem tirar várias vantagens. Que vantagens? Bem, já chegarei nelas em breve.
Então, lá vá o pseudo-mano, no colégio e tal, impressionando seus amigos e amigas. Por quê? Essa vida mais "malandra" e perigosa sempre exerceu seu fascínio naqueles que viveram sempre protegidos em suas casas e condomínios com cercas elétricas.
Então lá temos nosso primeiro encontro, aquele encontro em que o muro invisível entre manos e não-manos cai. E aí que surgem as supracitadas vantagens para os verdadeiros manos. Havendo um encontro, com certeza esse será na casa de um da facção rica. Afinal, só essa tem condição de fazer uma festinha. E nessa festinha, temos um prato cheio para os manos. As "cocotinhas", fascinadas pelos manos e suas vidas marginais, são facilmente "pegas" por eles.
E como sempre, acaba sumindo um tênis, dinheiro ou alguma coisa numa festa dessas. Mas claro que ninguém culpa os manos. Ninguém sabe se foi um deles. "É preconceito" - diz uma defensora dos direitos humanos sentada no colo de um dos manos e que acabou de deixar um chupão no pescoço dele.
E assim vai seguindo, com os dois lados felizes e unidos...
A mensagem que eu gostaria de mandar com esse texto é: apenas seja você mesmo. Não precisa não se misturar, apenas saber com quem você anda se misturando. Não precisa ser um idiota e pagar pau pra eles. Apenas seja você mesmo, deixe eles serem eles mesmos, se possível seja amigo de todos, e tenha uma vida feliz, sem precisar desprezar o que papai ralou tanto pra comprar.
Um pseudo-mano é apenas um membro daquelas das tribos sem identidade e objetivo que existem por aí, apenas fruto de uma modinha pra lá de insuportável (se você também pensou em Emos, está certo).

Nota rápida - 300

Saiu o novo trailer do filme 300, baseado nos quadrinhos de Frank Miller 300 de Esparta.
Pra quem tá na bolha, vai aqui uma explicação muuito breve e superficial sobre a história.
A história é sobre o grupo de 300 soldados espartanos liderados pelo Rei Leônidas, versus o maior dos exércitos do mundo, liderado pelo persa Xerxes - vivido por Rodrigo Santoro, careca, cheio de piercings e estranhão. Esse episódio ficou conhecido como a Batalha das Termópilas.
Bem, poucas vezes fiquei tão empolgado com um trailer que nem esse. talvez por que a história seja sensacional nos quadrinhos, e o trailer parece que trouxe muito bem o clima que você vê lá.
Bem, aqui vai o trailer: http://www.apple.com/trailers/wb/300/trailer1/

Eu até ia colocar pra download os quadrinhos, mas o link que eu tinha já era. Então deixe de vagabundagem e procure em algum site de download de quadrinhos.

Estilo - Ou você tem, ou você não tem

A moda mudou, já que se enquadra na moda, e a moda em mutável em sua essência. Assim como já foi legal ser gordinha na Europa, ter um daqueles perucões que a gente associa a um juiz, ser magrela, ter um black power e calças boca-de-sino, hoje não é mais legal você ser só bonito.

Sim, você leu certo. Não é mais preciso, necessariamente, ser bonito. Claro que isso ajuda e muito. Mas não é necessário.

Você não precisa ser popular também. Sim, aquele discurso que começou nos anos X, com a série de filmes do estilo “Os Nerds contra-atacam”, e que foi perpetuado durante anos e anos em filmes bostas sobre colégio (embora alguns sejam bons) que ser popular é legal, já é ultrapassado.

Hoje, o que pega é ter estilo. Ser, como diria Marcos Mion em seu único trabalho que prestou na vida, Style. Fazer o que você quer, se vestir como você quer, falar o que você quer, e ainda sim, ser admirado por muitos.

O legal disso é: é bem mais fácil ser style do que ser bonito-pegador-jiujitero ou mina-que-todos-pagam-pau-desde-que-nem-pagavam-pau-pra-minas. Basta saber algumas poucas coisas e tomar certas providências e pronto! Ta lá, é caixa.

Mas tem um outro fator que aparece na cruzada da stylisse: não basta ser considerado style apenas por aqueles do seu grupo social, que em geral são bem parecidos e tem idéias correspondentes às suas (afinal, foi por isso que você os escolheu como amigos), você tem que ser considerado por todos um cara style, se não você vai parecer simplesmente um pertencente a uma “tribo” qualquer, e como tal, não-style.

O dia que você entreouvir uma conversa de uma mina falando pra outra : “Nossa, aquele cara X (lembre-se, X=Você) é mó style, né? Nem é bonito e tal, mas sei lá, achei ele mó style.” Você alcançou a patente de style (se bem que essa patente está logo acima de “aquele membro-de-uma-tribo-social-que-você-acha-uma-bosta-favorita”.

Se você leu esse texto chato até aqui pensando em encontrar uma fórmula para se tornar um membro dessa seleta parte da população, esqueça. Existem inúmeros casos, vindos das mais variadas origens, e até o momento é impossível traçar um padrão.

Mas corra atrás, seja diferente, mas não um dos milhões de diferentes que existem por aí.

Seja Style!

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

Lost - O Fenômeno

Hoje estréia no EUA o 1° episódio ( ou season premiere, para os versados na língua de Shakespeare) de 3° temporada de Lost, a série mais comentada por aí.
Por que a série conseguiu tamanho sucesso? Bem, por diversos motivos. E é sobre alguns deles que quero divagar um pouco aqui. Aliás, com possíveis Spoilers pra você que não começou a ver a série.
Primeiro, temos o mistério em torno da ilha. Escotilhas, fundações globais interferindo, outros moradores misteriosos na ilha, experiências esquisitas, ursos polares, monstros que você achava que era um tiranossauro que na verdade são de fumaça, magnetismo. Todos sabem que todos são fascinados por um bom mistério.
Entregue qualquer coisa que ninguém faça idéia do que seja num filme/série/novela, com um mínimo de criatividade e uma trama coerente e pronto! As pessoas vão morrer de vontade de saber o que é isso. Código da Vinci, com seu Sto. Graal, Novelas da Globo como A Próxima Vítima, a famosa série Arquivo X, são todos exemplos de mistérios que deram certo. Mas é fato que quanto maior o mistério, mais convincente tem que ser a explicação. No caso de Lost, precisamos de muitas delas. Mas como ainda não chegamos nessa parte (só algumas respostas foram dadas, e até agora, foram satisfatórias), vamos assistindo.
Outro fator, talvez o determinante, é que essa é uma série para fãs. Como assim? Bem, é uma série que não dá pra você acompanhar vendo só de vez em quando. Você não pode simplesmente ver hoje, depois de 3 episódios ver de novo e entender tudo. Aí você vai e assiste tudo. Ponto.
Claro que ao mesmo tempo isso acaba espantando várias pessoas. Séries como Friends, e o já citado Arquivo X tem uma trama principal, mas vários de seus episódios consistem em histórias isoladas, side quests, que se você perder não atrapalha em nada sua compreensão.
Lost, ao mesmo tempo que acaba se limitando, acaba se expandindo, já que por ter esse estilo, cria toda uma mitologia formada por seus fervorosos fãs (assim como Star Trek ou Star Wars, que ou são amados ou odiados), e assim se torna esse fenômeno pop.
Bem, em todo caso, logo mais de madrugada eu baixo e vejo.

Ah se eu fosse o Dhalsim

"Ah, se eu fosse o Dhalsim até pegava uma cerveja pra você".
Quem nunca quis ter esse tipo de habilidade: esticar os braços, as pernas e talvez outras coisas, soltar fogo pela boca, se teleportar...tirando o fato dele see um indiano careca, pintado, com colarzinho de caveiras e que anda semi-nu, juro mesmo que gostaria de ser o Dhalsim.
-Por que você quer ser o street fighter, que junto com o Zangief, é considerado um dos mais bostas? - você me pergunta.
Funcionalidade amigo, funcionalidade. Afinal, que outro street fighter é tão funcional fora do seu mundinho de lutas quanto o grande mestre Dhalsim?
Talvez o M. Bison (ou Vega, pra você japonês), que brilha todo e sai girando-voando? Só se eu quisesse chamar atenção na balada, amigo. Ser igual Ryu, Ken, Akuma? Que poder deles serve pra vida comum? Só se eu pensasse "nossa, vou explodir isso", e TCHARAM!, Hadouken! Escalar nas paredes como o Veja (ou Balrog)? Se é assim prefiro imaginar eu sendo o Homem-Aranha. Talvez o único realmente útil, funcional, além do grande mestre seria o nosso Blanka, o monstro naturalizado brasileiro. Afinal, se o FHC tivesse sido esperto e tivesse tentado conversar com ele, nunca teria acontecido o famoso Apagão.
Mas ainda sim, prefiro ser o Dhalsim, a grande sensação! Imagina você largado e o telefone toca: pronto, estica o braço e pronto. Imagine um churras, e ninguém acendeu o fogo ainda: Yoga Fire/Flame no carvão amigo. Imagine não gastar uma nota com carro, metrô ou busão, quando você simplesmente pode se teletransportar
Entre outras milhões de outras oportunidades, que podem envolver a indútria pornográfica, carreira de goleiro, entre outras coisas. Então gostaria de deixar aqui a minha singela homenagem.
Dhalsim, You Win, Perfect.

PS: Obrigado àquele que inventou essa expressão, não lembro se foi o Zani, Tobias ou algum outro dos meus amigos

Terça-feira, Outubro 03, 2006

Vagabundagem tem limite

Vagabundagem tem limite - até a minha.
Depois de umas 153 adiações, finalmente estou estreando esse blog.

Para quem tem interesse, esse blog é de apenas um mais cara normal, mas que às vezes tem algumas idéias e resolveu compartilha-las com as outras pessoas. Também usarei o blog para divulgar alguns textos meus, aí quem sabe alguém gosta e me contrata pra algo.

Bem, é isso aí. Amanhã começo a postar direito, já tá tarde.

Até mais,

Pedro